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domingo, 8 de novembro de 2026
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Polícia

Condenado a 24 anos de prisão autor de latrocínio de empresária em Mato Grosso   

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O homem, de 33 anos, autor do latrocínio da empresária Rosemeire Soares Perin, de 52 anos foi condenado pela Justiça a 24 anos e seis meses de reclusão em regime fechado. O inquérito da Polícia Civil conduzido pelo delegado Caio Fernando Albuquerque, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa, indiciou pelos crimes de roubo seguido de morte e ocultação de cadáver.

O outro envolvido, de 29 anos, foi indiciado nos crimes de ocultação de cadáver, resistência à prisão e tráfico de drogas. Ele  foi condenado a cumprir pena em regime aberto e ao pagamento de multas. As sentenças são do juízo da 4a Vara Criminal de Várzea Grande.

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Rosemeire Perin desapareceu no dia 16 de fevereiro deste ano, após sair de sua casa no bairro Fábio, em Cuiabá, para entregar mercadorias em Várzea Grande. O corpo dela foi localizado dois dias depois na estrada da Guarita, enrolado em lençóis e numa lona plástica. Responsável pelo Núcleo de Pessoas Desaparecidas da DHPP, o delegado Fausto Freitas informou que a equipe da delegacia trabalhou a partir do registro da ocorrência de desaparecimento da empresária para esclarecer o que ocorreu com a vítima desde que ela saiu de casa para trabalhar, em seu veículo, um HB20, do bairro Fábio, e não deu mais notícias aos familiares.

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A equipe ouviu familiares e levantou informações e dois dias após o desaparecimento da vítima, a polícia recebeu informação de que o corpo da empresária foi encontrado próximo a um barranco, na estrada da Guarita, em Várzea Grande.

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Rosemeire trabalhava há mais de 10 anos com a venda de produtos e embalagens para festas, máquina de sorvetes e outros equipamentos do ramo. No dia do crime, foi até Várzea Grande para entregar produtos que o autor do crime havia adquirido e também cobrar uma dívida.

A vítima já tinha uma relação de comerciante e cliente com o suspeito, cuja família trabalhava há dez anos com a venda de sorvetes. Em março do ano passado, o suspeito comprou uma máquina de sorvete da vítima, no valor de R$ 7 mil, que posteriormente apresentou problema e precisou passar por manutenção, que ela mesma realizou. Do valor da manutenção da máquina, com a qual vendia sorvete em um supermercado, ele ficou devendo uma parte, e depois comprou mais um equipamento, um batedor de milk shake, e embalagens.

O homem de 33 anos deu um golpe que deixou Rosemeire desacordada. Depois, ele a amarrou a vítima com fita adesiva e a amordaçou. Passado um tempo, ela despertou e, segundo o suspeito declarou, ele pegou uma faca de cozinha e golpeou o pescoço da vítima. Depois de cometer o crime dentro do quarto, conforme apontou levantamento da Perícia Oficial, o suspeito procurou um parente e pediu ajuda, mas não conseguiu.

O autor confesso do crime procurou então a ajuda de outra pessoa, com quem já havia trabalhado em um lava-jato, para ocultar o corpo de Rosemeire. Por volta das 22h do dia 16 de fevereiro, eles voltaram à quitinete, enrolaram o corpo em um lençol, uma lona e um edredom, e depois seguiram até a região da estrada da Guarita, onde jogaram o cadáver em um barranco.

O segundo suspeito, que deu apoio para o transporte e ocultação do corpo, foi detido ainda na quinta-feira, também por uma equipe da Rotam. Na delegacia, ele negou que tivesse cometido o crime, inclusive o tráfico de drogas pelo qual foi detido também em flagrante, e que não teve nenhuma participação na ocultação do corpo de Rosemeire.

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