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domingo, 8 de novembro de 2026
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Polícia

Comissão na Câmara quer Polícia Federal investigando chacina de Colniza

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Parlamentares da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados que foram em diligência à Colniza (aproximadamente 750 quilômetros de Sinop), região onde nove trabalhadores rurais foram mortos no último dia 20, vão pedir a federalização do crime.

De acordo com o presidente da comissão, Paulão (PT-AL), a intenção é que a Polícia Federal assuma o caso, para que a investigação seja feita com mais estrutura e sem pressões locais. “Vamos fazer um relatório e remetê-lo ao Ministério da Justiça e à Procuradoria-Geral da República, solicitando a participação da Polícia Federal”, disse.

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Segundo Paulão, a região de Colniza tem um histórico de grilagem de terras que, no passado, envolvia pessoas com poder econômico e político. Além disso,diz o parlamentar, a polícia local tem pouca estrutura para atuar, por isso, é importante a investigaçao do crime fique a cargo da Polícia Federal.

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Paulão afirmou que a comissão vai pedir também uma audiência com o presidente do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), Leonardo Goés, e com o governador de Mato Grosso, Pedro Taques, para tratar de titulação de terras para os pequenos agricultores de Colniza. Segundo o deputado, a disputa de por terra na região é um problema crônico que, se não resolvido, pode resultar em mais mortes. O deputado cobrou maior atuação do Ministério da Justiça no caso.

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Os integrantes da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara também fizeram uma audiência pública na quinta-feira (27), em Colniza, com moradores e representantes do poder público local. Além de Paulão, viajaram ao Mato Grosso os deputados Nilto Tatto (PT-SP), João Daniel (PT-SE) e Ságuas Moraes (PT).

Os parlamentares não foram ao local das mortes por ser uma região de difícil acesso, e eles não dispunham de helicóptero. A comitiva retorna ainda hoje (28) ao Distrito Federal.

Paulão relatou que o clima entre os moradores da região é de medo e disse que, na audiência pública realizada pela comissão, poucos tiveram coragem de falar publicamente. Segundo o parlamentar, para ouvir os moradores, foi necessário fazer reuniões reservadas.

O deputado destacou que é preciso também mobilização da sociedade e do poder público para dar celeridade à apuração dos crimes e conseguir chegar não apenas aos executores, mas também aos mandantes.

Os nove trabalhadores rurais foram assassinados por homens encapuzados. Sete vítimas são de Rondônia, uma de Mato Grosso e uma de Alagoas.

Segundo a Comissão Pastoral da Terra (CPT), conflitos fundiários são comuns há mais de 10 anos na gleba onde ocorreram as mortes, com registros de assassinatos e agressões. A CPT informou que investigações policiais feitas nos últimos anos revelaram que “gerentes das fazendas na região comandavam rede de capangas para amedrontar e fazer os pequenos produtores desocuparem suas terras”.

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