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quinta-feira, 5 de novembro de 2026
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Polícia

Acusado de matar ex-sócio tenta fugir, bate veículo e acaba preso em Cuiabá

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O suspeito, 34 anos, foi interrogado, ontem à noite, pelo assassinado do ex-sócio e concunhado, o empresário Douglas Wilson Ramos, que teve o corpo encontrado no mês passado, em uma mata na região do Distrito de Nossa Senhora da Guia, em Cuiabá. A vítima foi morta no mesmo dia que foi sequestrada.

O principal acusado de ser o executor e mentor do assassinato foi preso, ontem à tarde, na região da Ponte Nova, em Cuiabá, depois de uma perseguição policial com troca de tiros. O suspeito foi localizado no bairro Cidade Alta, onde teria ido se encontrar com uma pessoa com quem fez um "negócio" relacionado a uma Nissan Frontier e assim que entregou o veículo avistou três pessoas vindo em sua direção. Já desconfiado que era policiais, acelerou fugindo do local, iniciando a perseguição policial.

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O suspeito seguiu pela avenida Miguel Sutil em direção a Ponte Nova, em Várzea Grande, e não mais viu os policiais até que percebeu que estava com o pneu dianteiro esquerdo furado, por conta dos disparos de arma de fogo para impedir sua fuga. Na rotatória do bairro Coophamil entrou em uma rua "morta" e deu de cara com uma viatura da Polícia Militar, que passou a perseguir. Em seguida, retornou a Miguel Sutil em direção a Ponte Nova e ali vendo que não conseguiria escapar, jogou o carro na ribanceira, provocando as lesões em suas mãos e cabeça, e pulou no rio Cuiabá, mas foi contido pelos policiais civis e militares.

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Em relação ao roubo majorado, seguido de sequestro e morte da vítima Douglas, o preso contou ao delegado GCCO, Flávio Henrique Stringueta, que contratou pessoas para simular o roubo e que no dia 24 de setembro foram até a loja da vítima e executaram o plano. Para o crime contratou um homem, que já está preso, e que lhe devia R$ 70 mil, pela venda de um caminhão que não foi pago. Este convidou outra pessoa que comete crimes com ele, que por sua vez chamou um comparsa de Rondonópolis, para integrar o grupo que iria matar Douglas.

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O preso contou que o assassinato foi motivado pelo desvio de dinheiro de sua empresa. O suspeito tem comércio no ramo de venda de cimentos e a vítima era sócia na loja MC Cimentos e cuidou do estabelecimento durante o período que esteve preso. Segundo ele, a vítima depois montou seu próprio comércio com dinheiro desviado da empresa dele. Isso motivou da quebra da sociedade e o assassinato do empresário Douglas.

Conforme o preso, o suspeito de Rondonópolis é a pessoa que aparece nas filmagens pegando o carro da vítima. Neste ponto, o preso afirmou que não foi por ordem sua roubar o carro da vítima e não sabe o destino dado ao veículo BMW. Ele também negou que tenha participado diretamente da execução e disse que depois do assalto e sequestro não recebeu ligação para avisar que o "serviço" estava feito. Ficou sabendo pessoalmente pelo comparsa Vagner, em um loja de caminhões.

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