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quinta-feira, 5 de novembro de 2026
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Opinião

Uma Cuiabá melhor também para os idosos

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Nestes dias tenho me manifestando sobre problemas e soluções para uma cidade tomada pelos cidadãos, como verdadeira e completamente sua. Isso significa eliminar ou pelo menos reduzir drasticamente as amarras que levam a exclusão em todos os níveis e comprometem o espírito norteador do princípio constitucional da dignidade da pessoa humana, uma vez que delimita os que podem ter e aqueles que sonham com direitos.

A bem da verdade estamos todos envelhecendo e carregando consigo os problemas de uma cidade preocupada com o concreto armado, mas pouco cuidadosa com seus cidadãos novos e, principalmente, com os idosos. Somos uma população de pessoas maduras que caminha cada vez mais para a longevidade, isso significa que nas proximidades teremos, e Cuiabá não será exceção, uma cidade de pessoas idosas. Ainda há tempo de planejar a qualidade de vida para essa população, que mais dia menos dia, todos iremos ou sonhamos integrar.

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Pensar a cidade compreende pensar para o presente, contemplando a atual população de pessoas idosas – que muito contribuíram com o desenvolvimento desta cidade, mas certamente, olhar o futuro e criar condições desejáveis para a expansão populacional nesta faixa etária, com sua conseqüente demanda de bens e serviços públicos. Ignorar isso ou não pensar significa excluir e marginalizar pessoas, que dentro de suas capacidades e competências, ofertaram valioso serviço ao município e por extensão a Mato Grosso e à União.

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Antes de vereador sou professor e percebo a necessidade de se discutir a cidade também para a população mais longeva, que representa um recorte histórico vivo a ser referenciado. Esse olhar mais humano e menos preocupado com a política de resultados poderá assegurar a efetiva realização do Estatuto do Idoso e de outros avanços que podem se traduzir em melhor qualidade de vida e de oportunidades. Estar nessa faixa etária pode significar mais experiência, o que pode oportunizar mais e melhor participação nos diversos campos da atividade humana.

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Como vereador, tenho procurado contribuir com Cuiabá na fiscalização e na sugestão de ações que possam estruturar uma mudança comportamental do próprio Poder Público e da sociedade como um todo, objetivando o respeito e a inclusão das pessoas idosas para o exercício pleno de sua cidadania, não apenas como mero cumpridor de obrigações. Quando convido à cidade a refletir sobre o que se vislumbra como Possível, também penso em contemplar a população mais idosa. Da mesma forma, quando se fala em acessibilidade, igualmente se pensa nas pessoas que por diferentes razões chegam à etapa mais avançada da vida, precisando de novos caminhos, mas sem obstruções ou esquecimentos.

Que possamos construir juntos, uma cidade melhor e Possível para todos, indistintamente.

Allan Kardec Pinto Acosta Benitez é cuiabano, professor da rede pública de ensino, doutorando em Estudo de Cultura Contemporânea pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e vereador em Cuiabá.

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