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quarta-feira, 4 de novembro de 2026
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Opinião

Um respiro entristecedor para a Educação

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Infelizmente, nesta terça-feira (07), o Estado de Mato Grosso viveu uma mobilização na Educação. A movimentação em questão paralisou escolas mato-grossenses – podendo ter atingido a mais de 700 unidades escolares – e é uma resposta à ausência dos repasses estaduais do Projeto Político Pedagógico (PPP) e do Programa de Desenvolvimento da Escola (PDE).

O não repasse da verba, no entanto, resultou numa dívida que chega a R$8 milhões de reais. Neste contexto, o Governo ainda procura negociar uma nova data para o repasse do valor em falta.

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Vejo muito tristemente o atual cenário, afinal, pode ser que aproximadamente 300 mil alunos tenham sido afetados direta ou indiretamente em território mato-grossense.

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Não tem nem como mensurar o enorme prejuízo sentido por nossas crianças, pelos professores e demais profissionais da Educação e também pelo Estado – que, sim, estabelece um cronograma para a Educação, possivelmente afetado por mobilizações como essa.

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Ainda assim, é válido ressaltar que tal paralisação, apesar de acarretar muitas consequências negativas, é legítima e suscita uma discussão urgente. É inadmissível, por exemplo, que diretores de escolas façam dívidas pessoais em decorrência de uma falha de gestão.

Sendo ex-secretário de Educação de Cuiabá, vejo como prioritária a negociação entre os representantes da greve e os dirigentes do Estado, por acreditar que um bom diálogo poderá dar fim ao movimento de paralisação.

Um acordo rápido e eficaz culminaria em menos prejuízos para a nossa população – já que, desta forma, evitaríamos uma possível alteração do calendário escolar e geraríamos menores consequências aos alunos da Rede Estadual.

Enquanto vereador e representante da população cuiabana na Câmara Municipal de Cuiabá, me solidarizo com os profissionais da Educação, pois sei o quanto se dedicam à empreitada de educar por meio da Rede Pública e da paixão pela vocação.

Ainda no que tange à complexa pasta da Educação, torço para que a atual situação seja solucionada brevemente da forma mais amistosa possível.

Nesta terça-feira (07), a Educação de Mato Grosso viveu um curto hiato – mas de maneira exaustivamente triste.

Gilberto Figueiredo é vereador por Cuiabá

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