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quinta-feira, 5 de novembro de 2026
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Opinião

Um pequeno avanço em direção à RGA

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O avanço é pequeno. Representa um curto passo na direção do cumprimento do direito do trabalhador à Revisão Geral Anual (RGA), previsto no artigo 37 da Constituição Federal, que visa unicamente compensar as perdas inflacionárias. Mas não podemos deixar de dizer que é um avanço. A proposta feita pelo Governo do Estado, na última sexta-feira (10), aos membros do Fórum Sindical, deixou clara a abertura da gestão para o diálogo. Depois de anunciar em maio passado que não pagaria nenhum por cento de reposição, por fim, temos que reconhecer que a admissão da possibilidade de pagar integralmente o benefício é um passo tímido nessa direção. 

Durante reunião com membros do Fórum Sindical, o secretário-chefe da Casa Civil, Paulo Taques, propôs quitar 6% dos 11,27% da RGA, em três parcelas – em setembro deste ano, e janeiro e abril de 2017. Ele também reiterou a possibilidade do Governo pagar os 5,27% restantes da reposição, a partir de março do ano que vem, desde que o Estado esteja enquadrado nos gastos com folha salarial exigidos pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). 

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Além disso, o Governo garantiu o pagamento das perdas inflacionárias, retroativas a maio deste ano, em três parcelas, nos meses de maio, junho e julho de 2017. A lei estabelece que a folha de pagamento do poder público não pode exceder os 49% da Receita Corrente Líquida. Atualmente, 50,46% estão comprometidos. Mas é preciso ressaltar que o artigo 71 da LRF dá a liberdade ao Governo para que ultrapasse o teto orçamentário em até 10%, com vistas a cumprir com os salários. Portanto, é claro que é possível conceder o benefício sem penalização dos gestores. 

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O certo é que a proposta – ainda incipiente, já que estende para dois anos o pagamento – dividiu o movimento. O Sindicato dos Servidores do Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso (Sinetran/MT), por exemplo, recusou a oferta e decidiu manter a greve. Para os servidores do órgão, a indicação é uma estratégia para diminuir a força da paralisação na luta pelo direito. Outros avaliam como positiva. Enquanto eu reforço que estou entrincheirado ao lado dos servidores nesta batalha.

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Aliás, prova do meu compromisso com os profissionais é que apresentei emendas às Leis Orçamentária Anual (LOA) e de Diretrizes Orçamentárias (LDO) 2016, prevendo o pagamento integral da RGA. É preciso avaliar os impactos do parcelamento proposto no cumprimento da reposição no próximo ano. A matéria acaba de chegar à Casa de Leis. Estarei atento. E é necessário colocar a LDO 2017 na pauta de negociação presente. Portanto, não cabe o servidor público pagar pela crise de arrecadação vivida pelo Governo. Aos cerca de 100 mil trabalhadores, quero reiterar meu compromisso de apoiá-los nesta batalha. Estamos juntos na luta até o fim.

*Emanuel Pinheiro é deputado estadual pelo PMDB em Mato Grosso

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