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quarta-feira, 4 de novembro de 2026
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Opinião

Suicídio político, já vimos esse filme

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Uma coligação política é viável quando baseada na empatia e coerência dos programas, projetos e práticas partidárias. Não espere que a população entenda como coerente e confiável, o comportamento de um candidato de oposição, que se transforma em situação da noite para o dia, durante o período eleitoral.

Coligações incoerentes são contraditórias, constrangedoras, oportunistas e arrogantes. A contradição atinge diretamente a credibilidade dos candidatos. O constrangimento fica por conta de situações inusitadas e reações internas quando dois adversários sobem no mesmo palanque sem causas justas. O oportunismo fica claro quando a motivação é meramente política,  e a arrogância na medida em que partem do princípio que o eleitor está fidelizado.
Quando adversários históricos esquecem as diferenças por um projeto de poder cometem o erro de subestimar a percepção das pessoas. E a história mostra que juntar oposição e situação a qualquer preço é suicídio político.
                                  
Já vimos esse filme antes em Mato Grosso, em 1998 (Júlio e Bezerra) e 2002 (Dante e Bezerra). Não foi um final feliz e consideramos que erros são oportunidades para aprender. Por isso, o PSDB  não vai subir no mesmo palanque da presidenta Dilma. Somos oposição, não vamos fazer acordos com a situação, esta possibilidade está descartada. E o senador Pedro Taques deveria fazer o mesmo. Ele é uma liderança de destaque no Senado, uma liderança construída com o combate a corrupção no Governo da presidenta Dilma.
                                    
Como justificar uma coligação com o PR, que é aliado do governo? Como pedir votos e subir no mesmo palanque do adversário que ontem foi alvo de nossas críticas? Não basta apenas compartilhar o mesmo palanque, é preciso explicar a incoerência. E pagar o preço. O eleitor não é bobo.

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*Carlos Avalone Jr é deputado estadual e presidente do PSDB de Cuiabá.

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