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quarta-feira, 4 de novembro de 2026
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Opinião

Sem palavras

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Sem palavras. Esta foi a sensação que tive, e acredito que a maioria das pessoas que souberam do brutal crime, tiveram nesta semana. É realmente inacreditável que uma pessoa (ou mais), fosse capaz de tanta brutalidade, que para mim foi vista apenas em filmes hollywodianos. O crime que me refiro é o duplo homicidio que ocorreu no Jardim Botânico, em Sinop.

A dona de casa Silvia Regina Bertolazi, de 40 anos, e da filha Renata de apenas 12 anos, foram barbaramente assassinadas, com golpes de faca e provavelmente de um martelo. O número de hematomas e cortes comprova a selvageria do assassino.

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Após o crime ouvi no rádio, uma entrevista com um investigador envolvido na apuração do inquérito, e, ele disse que em toda a sua carreira como policial, não viu tamanha tragédia.

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A polícia continua as buscas para prender o assassino, mas até o momento não há novidades.

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Novamente ficamos sem palavras. Para relatar alguns casos que também chocaram a opinião pública fica até difícil escolher qual fato foi mais perplexo. Na semana passada o menino João Hélio, morreu após ser arrastado pelas ruas, preso em cinto de segurança.

Nós não estamos no fundo do poço. Como disse o jornalista Alexandre Garcia, já passamos do fundo do poço faz tempo. Talvez o fundo, foi quando aconteceu a chacina da Candelária, e depois disso tantos crimes bárbaros aconteceram e parece que cada vez mais, fica pior.

Porém, eu acredito que a Polícia irá elucidar este caso, e creio que a Justiça vai punir devidamente o criminoso. Precisamos de coragem para acreditar. Acreditar que os justos vencem e que os criminosos são punidos devidamente.

Mas a sensação de fraqueza e vazio, não passa. Mesmo que todos os castigos previstos em leis, fossem aplicados a vida de uma menina e de sua mãe, não será recuperada, e nós vamos continuar assim, fracos, indefesos e sem palavras.

Juliana Borges, jornalista e coordenadora de uma faculdde em Sinop

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