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quarta-feira, 4 de novembro de 2026
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Opinião

Reconstruir a mama é reconstruir a auto-estima

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O câncer de mana é o tipo de câncer mais comum entre as mulheres no mundo e no Brasil. O Instituto Nacional de Câncer(INCA) estima que 57.960 novos casos devem surgir em 2016.

Em alguns casos é necessária a retirada total da mama (mastectomia) em outros só  a parcial, mas de alguma forma o psicológico da mulher é abalada pela mutilação que sofre vendo ser retirada um pedaço da sua feminilidade.  Uma opção após a alta é a reconstrução da mama.

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E muito embora o procedimento seja coberto pelos planos de saúde e pelo Sistema Único de Saúde(SUS) o número de cirurgia de reconstrução de mama ainda é muito pequeno. Em Mato Grosso é realizado pelo SUS no Hospital do Câncer e em médica são 20 cirurgias por ano. Índice muito baixo.

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A cirurgia é como qualquer outra. Exige indicação do médico e completa avaliação do risco cirúrgico.

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Tanto é usado para preencher a mama a técnica de retalhos retirado da região abdominal ou dorsal (costas), é levado ao local a ser operado. O retalho é um tecido retirado de uma região do corpo e transferido a outra.

Em alguns, recomenda-se  implante de prótese com uma forma de aumentar o volue da mama a ser reconstruida, mas é preciso haver pele e ela deve estar em boas condições.

Às vezes é necessário que sejam feitas mais cirurgias até se conseguir o resultado o mais próximo possível do desejado.

Entre 3 e 6 meses depois da reconstrução, a paciente pode passar  por uma cirurgia complementar e se preciso opera a outra mama para deixar as duas simétricas.  

Algumas mulheres podem ter que reconstruir o bico e auréola do peito. Nesses casos tanto podem se usar a técnica da tatuagem como pode ser feito com enxertos de pele e mucosas próprios da paciente. O médico discute com a paciente qual será a melhor opção.

Essas cirurgias em média duram 3 horas e o pós-operatório deve ser seguido com repouso, uso de antibióticos e anti-inflamatórios.

É importante a paciente saber que a sensibilidade da mama não volta ao normal após a reconstrução mamária, ainda que possa melhorar com o tempo. A cicatrização é um processo lento, que costuma deixar marcas, ainda que discretas.

Em caso de implantes de silicone é necessária a realização de exames de acompanhamento periódicos.

Qualquer  alteração na mama reconstruída deve ser informada imediatamente ao seu médico.

Benedito Figueiredo Junior é cirurgião plástico

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