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quarta-feira, 4 de novembro de 2026
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Opinião

Reciclagem de Texto

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Não é uma afronta hoje em dia retirar tanto assim da natureza, de uma só vez como se tem feito ultimamente? Surrupiam e ainda queimam. Tomam, prendem e deixam para a chuva lavar e o sol lamber e secar. E acabam. Apodrecem. Desperdícios. Ora, que isso é crime até as criancinhas sabem.

Autoridades apreendem e lançam seus produtos em depósitos sem proteção das intempéries. Outro crime. O que pra lá vai, pode virar lixo ou comida pra cupins. Basta saber o que é o tempo e o que é a sensatez para cada demanda… Cupins e ratos são tão parecidos.

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A natureza não é um supermercado ou almoxarifado que só se saca. Há que se dar um prazo para que ela se recupere. A falsa ilusão de bens renováveis há que ser repensado para não esgotar a natureza, promovendo a repentina escassez e o apocalipse final.

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A natureza é farta, mas é finita e merece cuidados especiais. Caminhe por ela, mas retire as sandálias, pois é chão sagrado. Há que ser prudente. Não pelo mal exemplo, mas pelo ciclo natural.

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Apenas pego um gancho aqui na realidade exposta em um texto "Valeriano ou de Valéria", "Ciclo Natural", mesmo que de forma subliminar, para expor minha simples opinião. Aproveitando a ocasião, quando é moda falar em sustentabilidade mesmo sem noção da sua verdadeira essência.

 Pois ocorre que todos os dias a natureza está sendo depauperada. Florestas desmatadas. E o povo da floresta triste e faminto. Sem poder usufruir o bem que possui. Se arriscar, a “pena” não tem pena. Pesa na mão que apena.

Aproveitadores e usurpadores agem, e felizes zombam daqueles… Correm os cupins e formigas. Voam as vespas, mamangavas e abelhas… A macacada grita, mas ninguém os nota! Ah! "vamos passear na floresta enquanto seu lobo não vem!"

Enquanto isso, a rainha chefa, não sai e não deixa sair. Não vai e não deixa ir. E a natureza chora. 

Ora, floresta tem que ser manejada. Ou do jeito que vai, ainda vira carvão. "Onde há fumaça, há fogo". Existem possibilidades de ser mais bem usado o seu bem natural "ad eternum". Mas há que se dar tempo ao seu restabelecimento. A floresta, assim como a natureza é finita. Ela acaba se não respeitada!

E nas cidades então? Nas nossas cidades estão sendo emporcalhados nossos rios e riachos, estão "empesteando" de fezes e xixi de pessoas sem pudores, (que me recuso a chamar de gente). E mais, entulhados com latas, sacolas plásticas, garrafas de vidros e pets… Afinal, quem está cuidando da natureza nas cidades? Deveria ser o poder público!

Como frear essas irracionalidades? Com regras claras e fáceis de cumprir. Só com regras claras e exigência e medidas mitigadoras “cumpríveis” e monitoradas.

É preciso também, que a rainha mãe certamente queira e entenda de colher o néctar e de fabricar o mel. Senão todos da colméia correm o risco de passar fome e sede, enquanto a rainha chefa se farta com tudo e se embriaga do mel se exibindo nas folhas, telas e nas galhadas dos picos da rede… Sem pensar que quem lhes dá o pago são as simples operárias que a muito, já andam na corda bamba.

Domingos Sávio Bruno é engenheiro florestal
[email protected]

 

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