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quarta-feira, 4 de novembro de 2026
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Opinião

Preço de erros

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Eleito em 1995 unânime, o governador Dante de Oliveira tinha posição folgada na Assembléia Legislativa. Errou feio na escolha da Mesa Diretora e pagou caríssimo pelo seu erro.

Ele tinha poder político suficiente, o respeito da sociedade e dos deputados para exercer a sua gestão sem atritos e nem domínio sobre a Assembléia Legislativa. 

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Seu partido era o pequeno PDT, mas Dante era uma sigla nacional fortíssima resultante das Diretas Já, de 1984, fundamental na retomada do poder civil depois de 21 anos de governos militares.

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Porém, resolveu entrar na briga da eleição da Mesa Diretora e apoiou o deputado estadual José Lacerda, irmão do seu vice-governador, o ex-deputado estadual, federal e senador José Marcio de Lacerda. Zezinho era um político equilibrado, vindo da região de Cáceres.

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A decisão do governador criou correntes dentro da Assembléia. Mesmo com sua experiência política Dante teimou em apoiar Zezinho e perdeu.

Gilmar Fabris elegeu-se e trouxe a tiracolo pra a Primeira-Secretaria o desconhecido deputado estadual de primeiro Mandato, José Geraldo Riva, vindo da região de Juara, eleito pelo PMN.

Gilmar Fabris não tinha grupo. Eleito na onda da revanche ao governador, dirigiu a Casa com no seu jeito destrambelhado.

Na retaguarda, o ex-contador e ex-prefeito de Juara, José Riva, conduzia a administração ao seu modo e montava um projeto de poder que durou exatos 20 anos.

Na eleição seguinte da Mesa Diretora Riva tornou-se presidente e daí por diante revezou em todas as eleições na presidência ou na Primeira-Secretaria.

Extremamente habilidoso e focado, Riva tornou-se parceiro inevitável de todos os governos seguintes e estabeleceu na Assembléia Legislativa um competente governo paralelo.

Possivelmente, Riva não tivesse alcançado tanta expressão se não fosse o secretário-geral de Gilmar Fabris. Não teria construído um poder tão forte. A lição que se tira daí foi a de que Dante de Oliveira errou ao “peitar” os deputados.

Mas a lição não morre. O governador Pedro Taques tem candidatura do Palácio Paiaguás à mesma Mesa Diretora para o mandato 2017/2018.

O deputado Riva não está mais lá, mas os espaços são sempre preenchidos em cada circunstância.

Pergunta: o custo-benefício valerá o risco?

Onofre Ribeiro é jornalista em Mato Grosso.

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