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quinta-feira, 5 de novembro de 2026
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Opinião

O PPS e os palanques presidenciáveis em MT

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O Partido Popular Socialista – PPS, em seu último congresso, definiu que apoiará o candidato José Serra (PSDB) para a Presidência da República, nas eleições de 2010. Os pepessistas, no Brasil inteiro, não poderão montar palanque para Dilma e ajudarão construir o palanque do presidenciável tucano. Por enquanto, é só isso que está definido. Tudo o mais é especulação livre dos falantes.

Todavia, para cumprir tal determinação, muitas e muitas combinações políticas – esquisitas ou não – serão feitas nos estados para "preservar" o palanque do candidato a presidente. No Ceará, por exemplo, o mais provável é que o PPS componha com o PR, cujo candidato será o Sr. Lúcio Alcântara. Nas terras de Iracema, nem o Senador Tasso Gereissati, tucano de alta plumagem, está à vontade porque o seu maior aliado, Ciro Gomes, é candidato à Presidência. Além disso, Ciro é irmão de Cid Gomes, atual governador, que vai para a reeleição. Tasso, Ciro e Cid sempre estiveram e estão unidos. Como o trio tem candidato à presidência (Ciro Gomes), José Serra tem dificuldade de encontrar um vão para meter sua cunha. E o PPS, como fica? Tem que apoiar Serra em outra coligação que não a do PSDB cearense.

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Na Bahia, o palanque de Serra será montado pelo PMDB, da base do Lula, cujo candidato é Gedel Vieira. O atual governador, Jaques Wagner (PT), montará o palanque da Dilma, é lógico. Desse modo, a base principal do governo Lula estará dividida na Bahia, uma parte com Serra e outra com Dilma. E o PPS vai com quem para cumprir a determinação do congresso do Partido? Vai com o PMDB da base do Lula.

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No Distrito Federal, o maior sustentáculo para José Serra seria o DEM que "caiu em desgraça" e seu principal líder está na cadeia. Alguém já ouviu falar do PSDB no DF? Pois é, lá o PPS não sabe o que fazer.

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No caso de Mato Grosso, ainda que seja um estado que não tem votos suficientes para definir uma eleição presidencial, José Serra estará muito à cavalheiro em dois bons palanques: um de Wilson Santos e outro de Mauro Mendes. O presidenciável tucano já pode até agendar e vir ao Estado, num só dia, e fazer dois grandes comícios. Um no interior e outro na capital, por exemplo.

No palanque de Mauro Mendes poderão subir a Marina Silva, Ciro Gomes e José Serra. Quanto à Dilma, ainda que a coligação tenha partidos da base do governo Lula, esta não poderá subir, porque jamais a coligação do Silval aceitaria tal afronta. PT, PR e PMDB jamais permitiriam que ela participasse de um ato político do Mauro Mendes, mesmo que fosse convidada pelo PDT que está com Mauro, e é da base do Lula.

Bem, se todas essas conjecturas se confirmarem, José Serra terá dois palanques em Mato Grosso contra um palanque da presidenciável Dilma Roussef. Portanto, para o ex-governador de São Paulo, o melhor que pode acontecer é o quadro político permanecer exatamente como está posto hoje.

Antonio Carlos Maximo é professor da UFMT e membro da executiva do PPS.

 

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