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quarta-feira, 4 de novembro de 2026
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Opinião

O ídolo Dante

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Completam-se hoje cinco anos desde a morte do maior líder que Mato Grosso já teve, Dante Martins de Oliveira. Liderança é algo que algumas pessoas até podem conquistar com o tempo, mas Dante já nasceu com ela.

Ainda jovem foi o principal responsável pela volta da democracia no país, mesmo tendo ao lado políticos experientes como Ulysses Guimarães, Tancredo Neves, Lula, e Fernando Henrique Cardoso. Mas nenhum deles foi tão importante como ele.

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A emenda Dante de Oliveira, que pedia a restauração da eleição direta para a Presidência da República no Brasil, ganhou repercussão não só no Congresso Nacional, mas nas ruas de todo o país, pressionando de maneira insustentável os militares, depois da passeata em São Paulo que contou com 200 mil pessoas pedindo a aprovação da emenda do mato-grossense.

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Às vésperas da votação no Congresso Nacional o Ibope apontou que 84% dos brasileiros aprovavam a emenda Dante de Oliveira, mas, por falta de quórum no dia que ela entrou em pauta na Câmara dos Deputados, não foi aprovada.

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De qualquer maneira, aquele ato de Dante fez com que os brasileiros fortalecessem a sua luta conquistando o direito de votar em 1990.

Eu assistia a todos estes momentos, na ainda pequena cidade de Sinop, orgulhoso em saber que aquele homem era do meu Estado.

Quando me convenceram a entrar na política e questionaram-me em qual sigla me filiaria, eu disse: “o PSDB, que o Dante é filiado”. Dante era o meu ídolo, era nele que eu me espelhava, e eu via a grande chance de conhecê-lo.

Lembro-me de quando estive frente a frente com ele pela primeira vez. Disseram que ele queria um candidato a prefeito de Sinop, e tinha falado o meu nome. Eu me sentia orgulhoso por ser reconhecido pelo meu ídolo. Quando o vi pela primeira vez, expressei os meus sentimentos, e ele disse que me ajudaria a vencer a eleição em 2000. Sem Dante, eu não venceria, realmente.

Muitos criticam o PSDB em usar o nome dele em campanhas ou em propagandas eleitorais. Eu, particularmente, considero como um dever cível citá-lo.

Dante não pode ser esquecido, e o grupo que assumiu o Poder depois dele em Mato Grosso, faz questão de apagá-lo da memória. Por isso, o partido sempre lembrará aos mato-grossense mais jovens a importância de Dante para o Estado e o país, e eu sou o primeiro a levantar esta bandeira. É um orgulho falar do nosso passado, para nos fortalecer no futuro.

É muita pretensão de alguém dizer que poderá ser o novo Dante de Oliveira. Uma pena, pois que bom seria se o nosso Congresso Nacional fosse feito de vários “Dantes” de Oliveira.

Nilson Leitão é deputado federal, ex-prefeito de Sinop por oito anos e atual presidente regional do PSD

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