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quarta-feira, 4 de novembro de 2026
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Opinião

MT: quantos dependem da floresta ?

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A atividade de base florestal tem mostrado que é bastante importante para Mato Grosso por proporcionar qualidade de vida ao homem do campo, com geração de emprego com salários bastante atrativos e boa renda, de forma sustentável, e favorecendo uma redução nos índices de desmatamentos. Em Mato Grosso existem cerca de mil e quinhentos engenheiros florestais ativos e espalhados pelo estado. Então, só para o serviço de campo, mais de 80 mil famílias dependem direta e indiretamente das atividades dos engenheiros que atuam em projetos de manejo florestal sustentável, distribuído em 40 municípios do nosso estado.

Apenas para ilustração: Para o desenvolvimento das atividades, cada engenheiro florestal no estado mantém equipes para desenvolvimento das suas atividades na elaboração e execução dos projetos. Podendo manter até 8 a 10 homens em serviços topográficos. Mais 8, na equipe de inventário florestal ou censo, no mínimo. E mais, para a execução da exploração podem empregar até 20 homens, em serviços como de operadores de máquinas como motosserras, Skider, trator, pá carregadeira, caminhões etc.

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Então, pode-se concluir por estimativas, que no mínimo 1,5 mil famílias de engenheiros, dependem diretamente das atividades florestais em nosso estado, embora nem todos exerçam a profissão. E mais, Mato Grosso conta com 1,6 mil indústrias que geram 160 mil empregos diretos e indiretos. E, apresentando como resultado um faturamento bruto anual, perto de 1,5 bilhões de reais. Merece incentivo, mas não os tem por parte do poder público.

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Pois bem, para não correr riscos de errar e sobrepor números, digamos que a atividade madeireira pode manter até 160 mil famílias no Estado de Mato Grosso, de maneira sustentável, em atividades proporcionadas pela engenharia florestal, em atividades de manejo florestal e produção industrial e comercial. E, que movimenta todo o setor de base florestal, que é responsável por geração de 95 milhões de ICMS, anualmente. E o que é mais importante, sem que haja mais desmatamentos e nem queimadas. Pois florestas manejadas jamais serão queimadas.

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Dessa forma, de acordo com dados do CIPEM (http://www.icv.org.br/site/wp-content/uploads/2013/08/Apresentacao-CIPEM-Institucional.pdf), a atividade gera até 160 mil empregos diretos e indiretos anualmente no estado. Assim, há que se estimar que cerca de 480 mil pessoas dependam da atividade em Mato Grosso, para a sua sobrevivência. E, mantendo a floresta sem jamais ameaça-la com desmatamento ou queimadas, pois dependem da floresta em pé. E esse número pode ser representativo politicamente, pois é um grupo em número significativo e que pode representar mudanças políticas se atuante nesse sentido, e está distribuído pelas cidades com áreas de floresta.

Domingos Sávio Bruno é Engenheiro Florestal e atua em Mato Grosso
[email protected]

 

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