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quarta-feira, 4 de novembro de 2026
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Opinião

Desafios das empresas para nova década

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Desafios das empresas para nova década
* Reinaldo do Carmo de Souza

O universo das empresas brasileiras deverá ser profundamente sacudido nos próximos anos por um crescente quadro de incertezas, como consequência de toda uma rápida, e às vezes tumultuada, transição de uma visão da sociedade dualista para uma realidade (política, econômica, social e tecnológica). A dor provocada por esta incerteza vai se manifestar na considerável ambiguidade que deverá permear as relações da sociedade e todo o comportamento das empresas, empresários e seus gestores.

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O sucesso empresarial estará muito dependente de algumas prioridades, tais como uma forte ação no sentido de profissionalizar a propriedade antes de simplesmente preocupar-se com a administração.
Definir claramente qual é a vocação da empresa e a razão da sua própria existência serão fundamentais para permitir um processo de consolidação e crescimento ordenado mais estratégico. Uma mentalidade voltada para a maior qualidade dos produtos e serviços será vital para o sucesso das empresas. A vinculação entre serviços agregados aos produtos vai aumentar. Os programas de produtividade deverão ganhar importância, mas devem ser acompanhados de sistemas que estimulem a participação. Esta participação não ocorrerá apenas como forma motivacional, mas também ao nível da remuneração e dos próprios sistemas de administração.

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As estruturas serão enxugadas ao máximo, reduzindo-se consideravelmente os níveis hierárquicos. Estas medidas serão tomadas procurando aproximar a decisão das ações, criando com isto maior nível de comprometimento com os resultados. Haverá maior flexibilidade na utilização dinâmica de sistemas centralizados e descentralizados, o que vai exigir dos executivos muito mais mudanças de postura do que simples compreensão da estrutura organizacional.
Os responsáveis pela gestão executiva das empresas devem estar atentos para a necessidade de ampliar a sua habilidade de intensificar, e até mesmo priorizar, (especialmente na média gerência) os relacionamentos horizontais, entre seus pares do mesmo nível hierárquico.

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Na relação vertical, com seus colaboradores, deverão surgir novas necessidades decorrentes de conflitos oriundos da própria sociedade. Questionamentos de outras instituições, como: família, governo, igreja, partidos políticos, sindicatos etc., deverão permear as relações hierárquicas da empresa.
A relação capital/trabalho deverá receber maior atenção dos executivos. Não será apenas, uma questão de macetes de negociação, mas muito mais de compreensão do papel e de todas as responsabilidades e ele inerentes. O gerente deverá assumir o papel de representante do capital, procurando antecipar-se no atendimento de reclamações que possam assumir o caráter mais amplo e tornarem-se pontos polêmicos de extensas e desgastantes pautas de reivindicações.

Reinaldo do Carmo de Souza é professor na Universidade de Cuiabá

 

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