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quarta-feira, 4 de novembro de 2026
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Opinião

Cigarra e formiga

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No último sábado durante encontro dos movimentos de base social do PSDB, realizado pelo Instituto Teotônio Vilella, o governador Pedro Taques, filiado ao partido em agosto deste ano, ele foi perguntado se apoiará o prefeito Mauro Mendes de Cuiabá à reeleição em 2016. Respondeu que primeiro precisa saber se Mauro Mendes será candidato. Na mesma semana em entrevista a um site da capital, o secretário de governo e de comunicação, jornalista Kleber Lima tocou no assunto da reeleição.

Irritado com boatos de que está em curso rixa entre o prefeito e o governador, Kleber usou a fábula atribuída a Esopo e recontada por La Fontaine, "A cigarra e a formiga". Insistiu que "cada agonia a seu tempo". Na prática ele disse que Mauro Mendes não se definiu quase um ano antes e aí incluiu a fábula da formiga e a cigarra. "Enquanto as cigarras cantam as formiguinhas trabalham. Quero ver quando chegar o inverno". "Nós somos as formiguinhas". A cigarra seria o deputado Wilson Santos, líder do governador na Assembléia Legislativa e ex-prefeito de Cuiabá.

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A questão da rixa que está no ar está ligada ao PMDB que incomoda ao governador. Tem, na verdade muito mais a ver com as eleições de 2018 do que às de 2016. Com a vinda do ex-governador Blairo Maggi do PR para o PMDB, Taques considera que está estabelecido o clima de oposição. Recentemente ele declarou: "como posso estar no mesmo palanque do partido de Silval Barbosa?". A ligação história entre Mauro Mendes e Blairo Maggi é o ponto central dos boatos sobre a rixa.

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Porém, lembrou Kleber Lima que a ligação entre Mendes e Taques tornou-se mais histórica do que a ligação Mendes e Maggi. Em 2010 a eleição de Taques ao Senado teve a parceria com Mendes. Em 2012 a eleição do prefeito teve o apoio de Taques e a eleição dele a governador em 2014 também.

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A verdade é que Mauro Mendes cometeria uma temeridade se lançando candidato agora. Todo o sistema político entraria em cena para desestabilizá-lo. Essa é a regra. Outro ponto a considerar é que a aliança entre o PSB de Mauro Mendes e o PSDB deu-se bem antes da filiação do governador e foi precedida de infinitas conversações, incluindo o interior do estado, pensando em formar uma base para as eleições de 2018.

Se houver rixa ou não, só saberemos no ano que vem depois de lançadas todas as candidaturas a prefeito de Cuiabá. Até lá continua valendo a fábula da cigarra vê da formiga!

Onofre Ribeiro é jornalista em Mato Grosso

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