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quarta-feira, 4 de novembro de 2026
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Opinião

Campeonato mato-grossense

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Estamos próximos da definição das regras do campeonato mato-grossense, que começa em janeiro. A fórmula não se sabe ainda, mas já se sabe que será um campeonato deficitário e pouco atrativo. Embora 2008 tenha sido um bom ano, com a subida de Mixto e Luverdense para a Série C do campeonato brasileiro – um representante do interior e outro da capital – ainda estamos longe de sermos um Estado no qual tenhamos orgulho em vestir a camisa dos clubes locais.

A prova é quando acompanhamos jogos de clubes de nossa cidade, as camisas são de clubes do Rio, São Paulo e Rio Grande do Sul, na grande maioria.
E a falta de representatividade não é culpa apenas da ineficiência em fazermos o marketing dos clubes. É pela maneira que insistimos em fazer futebol.
Os anos passam e os erros continuam sendo os mesmos. A região norte, detentora de cinco títulos estaduais – dois com Sorriso e três com Sinop – não consegue sequer formar bons times. São dois clubes que passam pelo problema crônico de depender de auxílio político, envergonhando os poucos torcedores.

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Clube que para entrar em campeonato depende de apoio direto da administração pública, pode pendurar as chuteiras. Hoje, isso representa o carimbo do amadorismo.
A maneira correta de ajudar clubes de futebol, das cidades que estão representando, limita-se; no máximo ao auxílio com transporte (a Secretaria de Esportes pode ceder o ônibus do município para transportar jogadores), e a obrigação de manter o estádio municipal em perfeitas condições para que os jogos possam ser realizados.

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Fora isso a preocupação deve ser com as categorias amadoras que precisam de investimentos. A primeira partida oficial de futebol em Mato Grosso, foi em 15 de novembro de 1913, noventa e cinco anos depois quem se diz dirigente de clube, ainda não aprendeu fazer futebol.

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Magnos Lanes Bauken de Oliveira, contabilista, em Sinop.

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