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quarta-feira, 4 de novembro de 2026
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Opinião

As perdas “invisíveis” nas empresas brasileiras

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Como comerciante há mais de 40… anos, conheço bem as angústias do empresário. Além da alta carga tributária do nosso país e das incertezas do cenário econômico, lidamos com muitas perdas financeiras diariamente nos negócios e, o que é pior, sem ao menos perceber. Podemos, inclusive, chamá-las de perdas invisíveis (aos nossos olhos), pois elas são reais, porém, desconhecidas por grande parte dos empresários.

Para se ter uma ideia, a Associação Brasileira de Prevenção de Perdas (Abrappe) divulgou um estudo sobre perdas no varejo brasileiro relativo ao ano de 2020. Em valores reais, houve perda de R$ 23,26 bilhões no respectivo ano em 15 segmentos – atacados e atacarejos, calçados, construção/lar, drogarias, eletro/móveis, esportes, livrarias/papelarias, lojas de departamento, magazines, moda, perfumarias e supermercados.

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Ou seja, esses valores que deveriam ter sido lucro para essas empresas se transformaram em prejuízo. E essas perdas podem ocorrer em diversos setores, que vão desde o estoque e logística dos produtos, fraudes em pagamentos até em roubos de cargas e furtos em áreas específicas. Hoje em dia, existem empresas especializadas que auxiliam os empresários nesse trabalho, bem como tecnologias em soluções de inteligência artificial, sustentabilidade, automação e monitoramento de imagens.

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Existem perdas conhecidas, que são aquelas que ocorrem em função de processos e falhas gerenciais, e as perdas não identificadas, que não podem ser previstas, pois ocorrem de forma oculta. As duas formas podem ser administradas com foco na prevenção no varejo.

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Para contribuir com os empresários sobre o tema, a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do estado (Fecomércio-MT) promove o evento totalmente gratuito “Pare de Perder!”, na próxima terça-feira (29), com a participação de grandes executivos do varejo brasileiro, como o Grupo Carrefour e Riachuelo, além de uma exposição com tecnologias e lançamentos do mercado de varejo inteligente.

Na prática, o varejo inteligente traduz imagens e números em informações reais para que as empresas possam trabalhar a taxa de conversão dentro das lojas, a redução de desperdícios, a padronização nos processos, melhorando, dessa forma, a eficiência operacional como um todo, o que impactará diretamente nos resultados, na atuação dos colaboradores e, consequentemente, na rentabilidade dos negócios.

Importante destacar o tema é relevante para empresas de qualquer porte, pois trata de investimentos que já foram feitos e que estão sendo perdidos no desenvolvimento das atividades diárias. Sem conhecimento desses recursos, o empresário vai deixando de ter maior rentabilidade e, com o tempo, isso se torna fator determinante para permanecer ativo ou para fechar as portas do seu negócio.

José Wenceslau de Souza Júnior é presidente da Fecomércio, Sesc, Senac e Sindcomac em Mato Grosso, e comerciante há mais de 40 anos.

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