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quarta-feira, 4 de novembro de 2026
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Opinião

Amazônia e o Foie Gras

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As falsas mentiras pregadas milhares e milhões de vezes acabam se parecendo as verdades que não se explicam.  O uso racional da terra, transformando seus recursos naturais em benefícios ao ser humano deveria ser como “causa pétrea” da humanidade. A ciência como parâmetro do bom senso deveria ser condutora da ação do Homem.

Ciência seria, fruto de trabalhos intensos de pesquisa e de estudos aprofundados e comprovados, pela classe científica internacional. Jamais estudos “encomendados” ou falsos estudos isolados a serviço de interesses escusos como alguns que norteiam falácias apregoadas por incautos que não representam nada ainda que agrupem manadas de seguidores encantadas pelas poesias de lindas fábulas.

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Em cima de premissas lógicas se criam silogismos falsos e destes se constroem verdadeiros compêndios, lindos castelos com verdes paredes, de telhados ecologicamente corretos capazes de encantar governos e milhares de seguidores cegos e incapazes de uma análise crítica das premissas lógicas.

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A sustentabilidade é necessária para a vida. Premissa absolutamente correta e da qual, apenas uma “besta” humana poderia discordar.

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A preservação do meio ambiente representa a preservação do próprio homem. Premissa verdadeira de consenso universal.

Poderíamos citar um sem números de premissas verdadeiras todas cobertas de lógica e transparência racional, mas em cima destas premissas lógicas, certos arquitetos de interesses não revelados formaram conceitos que ganharam com facilidade a opinião pública internacional.

Ajudados pela ganância de muitos maus gestores e até de governos, ficou fácil a propagação das inverdades nascidas das premissas lógicas e de consenso universal.

A preservação lógica não pressupõe como querem alguns a intocabilidade do meio ambiente. O desmatamento zero nasce com força de única saída para salvação da humanidade. A comunidade internacional volta-se para a causa desprovida de qualquer embasamento com ameaças de retaliações.

Organizações não- governamentais vociferam pelos ares de antenas mundo afora como se a Amazônia estivesse sendo consumida. A imprensa desavisada ou interessada apenas em atingir algum desafeto alimenta o mundo com imagens sensacionalistas. Na esteira deste oba- oba grandes empresas varejistas, respondendo a histeria de seus clientes, querem interferir legislando sobres nosso país.

Criam protocolos para que seus fornecedores se comprometam com ações e atitudes desprovidas de qualquer embasamento técnico apenas avalizadas pelos falsos conceitos da “moda”. Empresas sendo pressionadas por acionistas e mesmo pelo sistema bancário a se manifestarem sobre o uso e a produção em terras legais como se cúmplices estivessem sendo de algo ilegal.

A Amazônia assim como os Alpes, Champanhe, Mosel ,Tchernoziômni, Lowa, Ilinois, ou a Patagônia são presentes do Criador que devem e que precisam ser explorados.  Com a devida racionalidade, sem teorias conspiratórias e sem sensacionalismo o ser humano pode conviver pacificamente com a natureza.

A Amazônia, presente dado ao povo brasileiro poderá dimensionar e corrigir erros praticados em outras regiões do planeta e fazer a exploração desta riqueza sem cometer tantos erros.

Explorar não é contemplar. A utilização racional de um percentual das terras férteis faz parte do processo natural da vida do homem sobre a terra.

Cometemos enorme erro no governo na década de 80, quando tratamos a Amazônia como se fosse um único e pequeno pedaço de terra de um único ecossistema. A redução do percentual de 50 para 20% do uso da terra foi um erro querendo corrigir outro. Na década de 80 quando a lógica demandava um zoneamento agroecológico, no qual se respeitasse a vocação do solo e dos recursos naturais, dando percentuais diferentes ao seu uso, forças internacionais dominaram o então Governo.

Sobre premissas verdadeiras da preservação escondem-se, reservas minerais, terras férteis, inibe-se o desenvolvimento do país, enquanto propagam-se ideias da internacionalização da Amazônia.

A Amazônia tem áreas que deveriam ficar intocáveis com 100% de cobertura natural assim como tem aquelas que poderiam ter uma utilização muito acima dos 20%. O resultado da política imposta de um governo foi uma amarra a produção e ao crescimento do país.

Um “exército” de inocentes brasileiros manipulados se pôs em marcha dentro de alguns ministérios criando parques e reservas de toda espécie ao mesmo tempo aumentando as já existentes. A Amazônia tratada como um pequeno jardim disseminando-se que os povos que aqui vivem poderiam “viver dos frutos da terra”.

Enfim, deixando a Amazônia, e pensando no Foie Gras (fuagrá).

Fosse dado aos gansos franceses uma escolha, não prefeririam eles viver na Amazônia?

 

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