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quinta-feira, 5 de novembro de 2026
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Opinião

A Privatização (ou internacionalização) da Amazônia Brasileira

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Muitas pessoas ainda têm uma visão equivocada e um tanto “romântica” sobre a internacionalização da Amazônia Legal, em especial a Amazônia Brasileira, com os yakees mostrando o mapa da redistribuição da América Latina no que diz respeito à Amazônia Legal, como zona de controle internacional, aviões e tropas tomando conta do território ao melhor estilo Bush.

Francamente, isso é um equívoco, simplesmente não vai acontecer assim. O estrangeiro já está internacionalizando a Amazônia, brasileira e também dos outros países, da melhor e mais eficaz forma que conhecem: comprando.
Isso mesmo, além das ONGs que vendem milhares de hectares de terra para preservação da Amazônia Legal à bitolados do primeiro mundo, que conhecem o Brasil e a Amazônia só de cartão postal, ou ainda, em filmes estúpidos como Anaconda, agora, os mesmos que devastaram suas florestas vêem aqui comprar nossas terras para “preservar”.

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Em uma matéria recente publicada em um grande jornal de SP, justamente São Paulo e Mato Grosso são apontados como os estados onde os estrangeiros mais têm adquirido terras. Em Mato Grosso, dados do levantamento apontam mais de 700 mil hectares nas mãos de forasteiros.
Isso aumenta ainda mais nossa preocupação com relação ao futuro da Amazônia Brasileira, em especial, porque ao tomarem nossas terras de forma lícita, ou seja, comprando e pagando, tanto os americanos como a comunidade mundial em si têm mais legitimidade para rogarem-se responsáveis por decisões que deveriam ser única e exclusivamente serem tomadas por nós, brasileiros, e nosso governo.
Não é a toa que senadores e deputados aumentaram o coro dos que clamam pela regulamentação da questão das terras na Amazônia Brasileira. Não é a toa que a União já estipulou limites e regras para a aquisição de áreas por pessoas ou empresas estrangeiras.

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Mas, a questão é ainda mais profunda: guarda nacional florestal, como quer Minc é uma das iniciativas que se fazem extremamente necessário. A inserção do Exército brasileiro de forma mais efetiva e em maior contingente também o é. Não bastasse isso, também é preciso que o Brasil enquanto um dos “Brics”* passe a cobrar destes países que outorgam-se o direito de decidir como cuidar de nossa Amazônia que também passem a pagar a conta pela preservação do “Pulmão do Mundo”. Afinal, o Tratado de Kioto já existe faz tempo e até agora os chamados créditos de carbono são mais como o Saci Pererê e a Mula-Sem-Cabeça: lendas.

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Para finalizar, quem não assina, concorda ou compactua em relação à redução da emissão de poluentes no planeta tem o direito, ou legitimidade, para decidir como devemos atuar na questão preservacionista de nossas matas?Não! Com certeza não! Mas, é necessário que comecemos a fazer a nossa parte, cuidado deste tesouro verde chamada Amazônia. Mantendo suas matas em pé, protegendo sua biodiversidade e evitando o contrabando de espécies animais e vegetais desta região, em grande parte, ainda desconhecida da humanidade.

Wagner Zanan é jornalista em Sorriso-MT

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