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quarta-feira, 4 de novembro de 2026
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Opinião

A influência do pai em nossas vidas

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Na vida moderna muitas famílias não tem a presença do pai e a função acabou assumida pela mulher. Em alguns casos o pai existe, mas não tem papel relevante. Esse tipo de estrutura familiar e essa ausência do pai pode influenciar de forma decisiva em nossas vidas.

E como entender essa relação e a falta dela? O alemão teólogo, psicoterapeuta Bert Hellinger criador da terapia Constelação Familiar percebeu que a presença do pai não é apenas biologicamente necessária que a ausência dele pode ser tolerada ou suportada ou sua presença pode ser conflituosa em que filho tenta assumir o lugar do pai ou exclui o pai do relacionamento, ou simplesmente não consegue perdoar o pai por que morreu muito cedo e se sente abandonado.  Com isso, vemos pessoas que carregam essa mágoa no inconsciente e em alguns casos não conseguem se firmar no relacionamento e em alguns casos compensam na bebida e nas drogas.

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Não se trata da necessidade real da proteção às vezes, mas da uma necessidade neurológica e/ou biológica da simples presença. O pai pode estar distante fisicamente, mas o campo que une a família faz com que eles estejam ligados ou energeticamente vinculados.

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A falta do pai em seu papel de pai ou presente,  mas sem expressão na família pode prejudicar o desenvolvimento social e comportamental da criança e ela pode se tornar mais agressiva, (talvez para se defender sozinha) e a deixa mais suscetível  a delinquência e ao uso de drogas talvez para ficar mais corajosa e incorporar simbolicamente a força que falta do pai. Muitos andam em bando. Já ouvimos muitas vezes que fulano ou fulano só busca andar com pessoas erradas.

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Podemos dizer que há um descompasso adaptativo entre a vida real e a evolução. Ter um pai em seu papel de pai é quase uma necessidade cerebral, biológica e psicológica. É uma questão de seguir a hierarquia. O pai não vai deixar de ser pai porque foi embora ou porque morreu ou porque está em casa, mas é ausente. É preciso resolver esse emaranhado familiar para que sua vida flua da maneira correta e na ordem natural das coisas. Precisamos estar abertos a resolver as coisas que estão no nosso consciente e no nosso inconsciente para seguir nosso caminho no nosso papel de filho.

Eluise Dorileo é psicóloga,terapeuta familiar com especialização em Constelação Familiar em Mato Grosso

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