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sexta-feira, 6 de novembro de 2026
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Esportes

Verdão vence, cola no G4 e afunda Santos na zona de rebaixamento

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O Palestra Itália recebeu neste domingo um clássico no qual o desespero foi decisivo. O Santos entrou em campo disposto a vencer para sair da zona de rebaixamento, mas se atrapalhou e deixou a bola para quem está embalado. A consequência está no placar: 1 a 0 para o Palmeiras, que cola nos primeiros colocados do Campeonato Brasileiro e afunda o rival.

O Verdão entrou desligado, mas, em uma de suas primeiras trocas de passes, Leandro Pereira fez o pivô e girou sobre Werley para encher o pé, marcando um belo gol. Suficiente para definir a reedição da final do Campeonato Paulista. Mas quem ficou na taça só deu mais trabalho quando se jogou à frente, sem organização para superar a marcação palmeirense. Festa para a torcida que comemorou a estreia de Lucas Barrios, que entrou na metade do segundo tempo, como se fosse um segundo gol.

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Artilheiro do torneio, Ricardo Oliveira deixou de ser esperança santista para discutir com adversários e passou em branco, bem diferente do centroavante titular do Palmeiras. Aplaudido neste domingo, Leandro Pereira ajudou o seu time a chegar a 25 pontos, a dois da zona de classificação para a Libertadores. O Peixe, por sua vez, estacionou em 13 pontos, na desesperadora 17ª colocação.

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Invicto há seis rodadas, com cinco vitórias nesse período pelo Brasileiro, o Verdão volta a campo às 18h30 (de Brasília) do próximo sábado, visitando o Vasco em São Januário. O Santos, que venceu um dos seus seis últimos jogos, precisa derrotar o Sport e evitar sofrer gols às 22 horas de quarta-feira, na Vila Belmiro, para seguir na Copa do Brasil. Pelo Brasileiro, o time recebe o Joinville, às 11 horas de domingo.

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O jogo –A torcida estava animada, mas parece não ter contagiado o Palmeiras. O time da casa não mostrou a marcação adiantada, o ímpeto para recuperar a bola e os passes em velocidade que têm simbolizado a recuperação com Marcelo Oliveira. Os anfitriões estavam desligados e a necessidade de dar uma resposta motivou mais o Santos.

O Peixe rapidamente usava a movimentação de Lucas Lima para buscar Geuvânio, Gabriel e Ricardo Oliveira, que estavam mais concentrados e pronto para receber a bola mesmo dentro da grande área adversária. O Verdão apenas assistia, pouco se aproximando. Parecia saber que o próprio rival se atrapalharia, tendo o obstáculo e a falta de qualidade em alguns momentos para não criar chances.

Sem muito esforço, o Palmeiras sabia que a bola chegaria aos seus pés e, quando encaixou uma troca de passes, abriu o placar. Aos 14 minutos, todos os setores foram envolvidos em tabelas vagarosas, mas que deixou a bola para Robinho entregar a Leandro Pereira, puxar a marcação e ver o centroavante girar sobre Werley soltando uma bomba no canto direito, balançando as redes em um bonito lance.

Na ânsia de responder, o Santos contou com a qualidade de Ricardo Oliveira, sua maior esperança. O centroavante dominou de peito e contou com erro de Victor Ramos para tocar a bola por cima do zagueiro e bater de longe, nas mãos de Fernando Prass, aos 16. Era uma rara oportunidade de gol em um clássico com pouca criatividade.

Para não correr tantos riscos, o Verdão ficou mais em seu campo, espalhado para fechar espaços, mas se ímpeto de recuperar a bola. O Peixe, por sua vez, estava desesperado demais mesmo para fazer o simples. Naturalmente, Lucas Lima já não conseguia armar como antes e foi sumindo, ocorrendo o mesmo, consequentemente, ao trio ofensivo.

O intervalo serviu para o Santos buscar mais velocidade e eficiência enquanto ocupava o campo palmeirense, mas o Verdão acordou nos vestiários. Enfim, mostrou agilidade para recuperar a bola e se aproximar do gol de Vanderlei. Assim, Leandro Pereira aproveitou cobrança de falta para cabecear rente ao travessão.

O lance abriu o clássico, já que o Peixe precisava atacar, e Marcelo Oliveira quis se aproveitar disso. Reforçou a marcação na cabeça de área, trocando Arouca por Amaral, e colocou o descansado Gabriel Jesus no lugar de Dudu. O Santos levou susto em choque que deixou Thiago Maia desacordado por alguns segundos e o volante, que chegou a ficar alguns segundos desacordado, saiu para Dorival Junior aumentar a ofensividade da equipe com a entrada de Marquinhos Gabriel.

A postura alviverde vinha dando certo, com o time mais presente e acordado no ataque, e a torcida se levantou para aplaudir Leandro Pereira e a estreia de Lucas Barrios, que entrou em seu lugar. Ao mesmo tempo, Dorival quis alguém mais agudo na frente, trocou Geuvânio por Neto Berola e o atacante, em seu primeiro lance, chutou rente ao travessão, aos 28.

Na base do desespero, o Peixe contou com a entrada do atacante Nilson no lugar do apagado Gabriel para ocupar o campo ofensivo. Enfim, aproveitou o cansaço da defesa do Palmeiras para fazer Fernando Prass trabalhar. Mas a confiança alviverde parece inabalável. Tanto que mal foi preciso acertar para vencer neste domingo.

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