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quinta-feira, 5 de novembro de 2026
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Esportes

São Paulo tenta derrubar técnico do rival pela 13ª vez

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Time que mais derrubou treinadores corintianos, o São Paulo entra para o clássico deste domingo, às 16h, frente ao rival disposto a ampliar ainda mais a sua vasta coleção. O duelo, pela terceira rodada do Brasileiro, é no Pacaembu.

Uma vitória sobre o time do Parque São Jorge, que ainda chora a eliminação da Copa do Brasil para o Figueirense e tenta juntar os cacos após a crise que culminou no racha do elenco, tem tudo para fazer “rolar a cabeça” do técnico Daniel Passarella.

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O treinador argentino seria a 13ª vítima corintiana do São Paulo. Neste ano, o rival mandou para casa o gaúcho Tite após derrota no clássico pelo Paulista (1 a 0), no Morumbi, em 27 de fevereiro.

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“Eu não sei [se continuo]. Teríamos que perder domingo. Eu, quando assumo um contrato, o cumpro. Da minha parte sempre foi assim. Da outra parte [Corinthians] eu não sei”, diz Passarella, que firmou vínculo empregatício com o clube até fevereiro de 2006, quando expira seu visto de trabalho para estrangeiros.

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Passarella só se sustenta no cargo por interferência direta do iraniano Kia Joorabchian, executivo da MSI (Media Sports Investments), parceira corintiana.

Depois de bater de frente com o goleiro Fábio Costa (pediu para não trabalhar mais com o atleta) e outras estrelas (chegou a afastar o meia Roger e já deixou o atacante Gil no banco), a cúpula corintiana quer a demissão do argentino.

Apesar da crise instalada e da partida de hoje ser decisiva para o futuro de Passarella, Paulo Angioni, diretor da MSI, disse na sexta que um eventual tropeço não será determinante para a mandar o técnico embora.

“Não tomaremos decisão [sobre Passarella] condicionada a resultados. Estamos planejando o futuro”, minimizou Angioni, ignorando o “fantasma” da degola que segue os técnicos corintianos que tropeçam no rival.

O primeiro técnico alvinegro a cair em desgraça após perder um clássico para o São Paulo foi Joseph Figer, em 1944. Na ocasião, acabou demitido ao tomar uma goleada de 4 a 0, no Pacaembu, atualmente a “casa” corintiana.

Ao ser indagado sobre o fato de uma vitória do São Paulo poder custar o emprego de Passarella, Marco Aurélio Cunha, superintendente são-paulino, ironizou.

“Todo brasileiro gosta quando um argentino volta para casa”, comentou o superintendente. “Mas é claro que isso é uma brincadeira”, acrescentou ele.

O treinador Paulo Autuori, que estréia no São Paulo, foi mais comedido nas declarações. “O importante é os jogadores ganharem a partida. Técnico tem de ficar invisível”, disse o novo treinador do time do Morumbi.

Corinhians e São Paulo ainda não venceram na competição. Ambos têm um ponto em dois jogos (um empate e uma derrota).

Para os são-paulinos, entretanto, a pressão pela vitória nesta tarde é toda corintiana. “A situação do Corinthians é oposta à nossa. Eu estou chegando agora”, diferenciou Autuori, que, nas palavras de Marco Aurélio Cunha, “precisa vencer o Corinthians, mas não depende do resultado.”

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