Santos sai na frente do Botafogo pela semifinal da Copa do Brasil
As escalações ofensivas de Vagner Mancini e Enderson Moreira já indicavam que o Maracanã não receberia uma partida comum na noite desta quarta-feira. Pela ida das quartas de final da Copa do Brasil, Santos e Botafogo fizeram um jogo de cinco gols, honrando as tradições dos anos 60, e os visitantes levaram a melhor por 3 a 2, com dois gols de Robinho e um de Geuvânio. O Rei do Drible, aliás, foi expulso de campo nos minutos finais.
O botafoguense Gabriel, que havia falhado no início do jogo, e Zeballos, diminuíram para os donos da casa, que sofreram com as lesões de Jefferson e Emerson Sheik, substituídos ainda no primeiro tempo.
Com os dois gols marcados, Robinho chegou a 101 com a camisa do Peixe e tornou-se o quarto maior goleador do clube pós-Era pelé. Ele tem o mesmo número de gols de Juary, três a menos que Serginho Chulapa e João Paulo, mas ainda distante de Neymar, que marcou 138 gols entre 2009 e 2013. Também com os dois gols do Rei do Drible, o Santos leva importante vantagem para o jogo de volta.

Visitante 'generoso' no Campeonato Brasileiro, em que não vence desde o dia 29 de maio, o Santos vive realidade diferente na Copa do Brasil, torneio em que eliminou o Grêmio vencendo por 2 a 0 em Porto Alegre e agora leva vantagem para o dia 16 de outubro. A partida ainda não tem local definido, mas o Peixe deve levá-la para o Pacaembu.
O jogo-Apesar do jogo ter começado aberto, com muita movimentação, o Botafogo teve mais iniciativa nos primeiros minutos de bola rolando e controlou as ações. As descidas de Rogério incomodaram Mena, ainda sem o ritmo ideal, e os dribles de Emerson Sheik obrigaram o Santos a aproximar a marcação para evitar uma tragédia. A porteira só abriu graças a uma falha da defesa do Botafogo aos 24 minutos do primeiro tempo.
Jefferson saiu jogando curto e Gabriel não observou que a marcação estava muito próxima na meia-lua da área do time da casa. Após o desarme, Leandro Damião deu o passe e Robinho bateu na saída do capitão botafoguense. 1 a 0 para o Santos, que naquele momento jogava pior que seu adversário. Mas Gabriel não demorou a se redimir. No minuto seguinte, o volante que jogava colado em Lucas Lima se soltou para acertar um belo chute da entrada da área, sem defesa para Aranha. Empate e festa da torcida carioca no Maraca.
Mas o show de boas jogadas e ofensividade estava só começando, e quem aproveitou para virar protagonista foi Robinho. Pouco depois de marcar seu centésimo gol pelo Santos no palco do milésimo de Pelé, o camisa 7 aproveitou a marcação frouxa de Dankler e bateu cruzado. Era seu gol 101 com a camisa alvinegra na hora certa para desmoralizar o Botafogo e reenergizar o Peixe.
O Botafogo ainda teve um gol legitimamente anulado aos 29 do segundo tempo, mas depois disso não criou mais chances, nem conseguiu responder. O Santos se impos na casa do adversário e Geuvânio, com péssima marcação de Bolívar, teve toda a facilidade para bater na saída de Jefferson, que ainda encostou na bola, sem conseguir desviar sua trajetória aos 43. Dancinha para celebrar a importante vantagem parcial.
Mancini precisou fazer duas alterações por lesão antes do intervalo: saíram Sheik e Jefferson, entraram Zeballos e Andrey. Coube ao paraguaio dono da camisa 11 o gol que fez o Botafogo voltar ao jogo, aos 11 minutos da etapa complementar após assistência de Dankler.
Enderson recuou o Peixe com a entrada de Alan Santos e, para piorar, ainda viu Robinho ser expulso aos 39 do segundo tempo, após um lance de reclamação e outro de simulação. O Botafogo ainda pressionou, mas não conseguiu a igualdade.






