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sexta-feira, 6 de novembro de 2026
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Esportes

Presidente diz que encontrou São Paulo pior do que imaginava

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Filho do ex-presidente do São Paulo Henri Couri Aidar, que exerceu o cargo entre 1984 e 1988, Carlos Miguel Aidar assumiu o mais alto posto na hierarquia do clube em meados de abril, apoiado pelo então presidente Juvenal Juvêncio. Com cerca de cinco meses de mandato, Aidar se sentiu à vontade para comentar a atual situação da equipe nos bastidores, em entrevista publicada pela Folha de S.Paulo, nesta quarta-feira.

O atual mandatário Tricolor afirmou que está fazendo milagre à frente da equipe para conseguir organizar as finanças. “Encontrei o São Paulo muito pior do que imaginava, acostumado a benesses, com pessoas acostumadas a vantagens. Era comum ver diretor andando pelo clube com pacote de ingresso para show, jogo, distribuindo para sócios”, comentou.

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Sobre os reflexos da gestão desorganizada de seu antecessor, Aidar afirma que está recolocando a ‘casa’ em ordem. “Peguei o São Paulo, em abril, com R$ 109 milhões de dívida bancária. Em junho, tenho R$ 131 milhões de dívida. Aumentei R$ 22 milhões da dívida, que é a contratação do Kardec e o imposto sobre ela. Vou compensar agora recebendo o dinheiro das vendas de Douglas e Lucas Evangelista”, afirmou. “Pago R$ 2,3 milhões por mês de juros bancários, não é fácil gerir este clube”, completou o presidente.

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Ainda sobre Juvenal Juvêncio, que atualmente é responsável por gerir as categorias de base, Aidar reprovou atitudes passadas e fez questão de aconselhá-lo com relação aos garotos. “Pagar bicho em dinheiro, no vestiário, em saquinho de pão? Acho que não dá mais. Dirigir o clube em duas, três pessoas… O jeito de ele gerir é ultrapassado”, comentou o cartola. “O Juvenal tem que se integrar mais com a gestão atual porque a base é o futuro do São Paulo”, prosseguiu.

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Quanto às polêmicas que pipocaram na mídia nos últimos tempos em relação a um possível atraso de salários, Aidar negou qualquer lapso com os jogadores e se comprometeu a acertar premiações até esta semana. “Salário eu não atrasei nenhum, tive problema de imagem com o Pato, atrasou alguns dias. Eu tenho algumas programações de bicho a serem pagas nesta semana, é um atraso que para nós é normal, é fluxo. Nunca atrasei um dia de salário”.

Ao considerar projeções futuras, o presidente reafirmou o desejo de reformar o Morumbi. Dois projetos para a revitalização do estádio já foram por água abaixo, mas Aidar garante que vai propor um plano para reforma em outubro, que presume o levantamento do campo para aproximá-lo da torcida. “Vou pôr essa reforma de pé. Entra a hipótese de levantar o campo e aproximar a arquibancada. Fazer a cobertura diferente e cobrirei até a pista. Fazer a arena multiuso, dois ou três prédios de estacionamento e um hotel”.

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