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sexta-feira, 6 de novembro de 2026
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Esportes

Jogadores demitidos do Botafogo criticam diretoria

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Três meses de salários de carteira atrasados e mais sete meses de direito de imagem não pagos aos atletas. E essa não é a pior das situações dentro do Botafogo, que briga contra o rebaixamento na Série A do Campeonato Brasileiro.

Fome. Não há dinheiro para o mercado. Essa é apenas mais uma – provavelmente a pior – das realidades que Emerson Sheik, Bolívar, Júlio César e Edílson revelaram em entrevista coletiva nesta quarta-feira, após serem demitidos pelo presidente Maurício Assumpção no início do mês.

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“Tem gente no clube que passa fome. Tem gente que faz todas as refeições no clube porque não tem dinheiro para fazer compra. É conta de luz, de água, gás. Tem gente que tem filho recém-nascido que não pode comprar o leite para os filhos. Isso é desumano”, revelou Emerson Sheik com o consentimento dos outros três jogadores.

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Júlio César revelou que, mesmo com os salários atrasados, os jogadores tentavam ajudar os funcionários do clube nos rachões: “No nosso rachão, que o pessoal acha que é só brincadeira, fizemos cestas básicas pra dar para os funcionários. São eles que mais sofrem com essa situação. A gente brigou por coisas para os funcionários. Não pensamos só em nós jogadores”, disse o jogador.

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