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sexta-feira, 6 de novembro de 2026
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Esportes

França e Alemanha medem forças para saber quem avança na copa

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Dos inúmeros grandes jogos desta Copa do Mundo, nenhum criou tanta expectativa nas vésperas quanto o duelo a ser disputado às 13 horas (de Brasília) desta sexta-feira. França e Alemanha reúnem no Maracanã grandezas de proporções nunca antes opostas neste Mundial. São quatro títulos em campo nestas quartas de final, e uma rivalidade que nasceu muito antes do futebol.

É verdade que a fase de grupos proporcionou três duelos entre campeãs do mundo, mas nenhum com plano de fundo histórico comparável à batalha entre franceses e germânicos. Nesta Copa do Mundo, sobrou aos dois defender o orgulho dos europeus que têm ao menos uma estrela bordada no peito. A hegemonia no poder futebolístico do Velho Continente, pelo menos dos próximos quatro anos, está em jogo nestas quartas de final.

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Tal qual no final do século XIX, os países duelam em contexto que enaltece suas forças. A abdicação de Xavi no meio-campo espanhol deixa vago o posto de melhor seleção do mundo, então cabe à França e à Alemanha decidirem quem, de fato, merece o selo de favorita neste Mundial. E enquanto uma precisa afastar os fantasmas, a outra pode se dar ao luxo de apegar-se ao histórico para ter ainda mais confiança.

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Esquecendo a derrota em 1958, os alemães têm nos Anos 80 grande inspiração para vencer os rivais. Foram duas vitórias seguidas nas semifinais, no México e na Espanha, e nem Michel Platini fez os franceses esquecerem Rummenigge e Rudi Voeller naquela década. Desta vez, os Azuis afastam da mente a possibilidade de um novo fracasso, quem sabe pelos pés de Schweinsteiger e Thomas Muller.

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“Meus jogadores não estão sob pressão, a não ser pelo fato de ser uma partida de quartas de final”, garante o técnico Didier Deschamps. “O que aconteceu no passado ficou para a história. Será escrita uma nova página, esperamos que seja a página mais bela possível para nós”, completa, planejando melhor destino à França. Para isso, a seleção francesa reúne em Karim Benzema as esperanças de vingança por Copas passadas.

O Brasil parece ter feito bem ao atacante, que foi quem mais encontrou o gol adversário nas últimas três semanas: são 15 finalizações certas em quatro partidas. Não à toa é o artilheiro da França neste Mundial, com três gols marcados. Ele não teve ótima atuação na vitória por 2 a 0 sobre a Nigéria, mas subiu de produção com a entrada de Antoine Griezmann e deve seguir como principal arma de Didier Deschamps no setor ofensivo. O camisa 10 ainda é lembrado pelo técnico rival, Joachim Low.

“Esse jogo sempre foi e será um clássico, com contornos tensos e dramáticos”, exalta. “Deschamps montou um time muito guerreiro e bem armado no meio de campo. Além disso, eles possuem Benzema e Giroud na frente. Como todo clássico, terá emoção para os expectadores”, assegura o treinador alemão.

Mas só Benzema não basta. Os franceses precisam se aproximar para vencer a Alemanha, diferente do que fizeram na última apresentação. Se a defesa nigeriana aceitou lançamentos, os germânicos não devem encontrar problemas para conter esse tipo de investida, como o goleiro-líbero Neuer mostrou nas oitavas de final. Os Azuis também não podem usar como base a Argélia – que curiosamente tanto tem de França em si, pois os norte-africanos foram bombardeados, e nem os milagres de M'Bolhi foram suficientes para a classificação.

Os gols de Schürrle e Ozil espantaram os receios do “Jogo da Vergonha” de 1982 e trataram de garantir nova reedição daquela Copa do Mundo. Amante da brazuca, a Alemanha é quem mais troca passes neste torneio, tendo em Lahm e Toni Kroos sua dupla de maestros do meio-campo. Os dois são os responsáveis pela estratégia militar em campo, escolhendo o ritmo de jogo de acordo com as próprias vontades.

O estilo fez os números alemães evoluem partida a partida, sendo contra a Argélia o ápice da posse de bola (64%), de desarmes (24), passes certos (688), finalizações a gol (15) e arremates cedidos ao adversário (três). Os germânicos atuam cada vez mais próximos – unidos como na guerra franco-prussiana de 144 anos atrás. Com os espaços na marcação argelina, Philipp Lahm comandou a melhor atuação nesta Copa da tricampeã mundial, que é cada vez mais precisa, meticulosa e combativa.

É verdade que os comandados de Joachim Low ainda não encararam um combate de peso, e então os Azuis têm um elenco à altura do desafio. Fato é que a França precisa unir suas linhas, senão a queda da realeza Karim Benzema parece inevitável frente à unificação do meio-campo alemão, e a vaga na semifinal talvez seja a Alsácia-Lorena deste Mundial.

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