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quinta-feira, 5 de novembro de 2026
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Esportes

Cristóvão Borges pode cair em caso de derrota no domingo

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A maior parte do segundo tempo do empate sem gols com o Atlético-MG, na noite de quinta-feira, foi de hostilidades para o técnico do Fluminense, Cristóvão Borges. Isso porque um bom número de torcedores tricolores presentes ao Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ), se dedicou a vaiar o treinador, pedir a sua saída ou puxar o tradicional coro de "burro".

O fato começou a mexer com a diretoria do clube das Laranjeiras e há quem diga nos bastidores do clube que a demissão pode acontecer em caso de um novo tropeço neste domingo, às 16h(de Brasília), diante do Internacional no Estádio Beira-Rio, em Porto Alegre (RS), pela 28ª rodada do Campeonato Brasileiro.

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Cristóvão já foi hostilizado durante o empate por 1 a 1 com o Bahia, no sábado passado, em Brasília (DF). Contra o Atlético os protestos se tornaram mais evidentes e o treinador tem tratado com naturalidade o tema: “Isso é natural, pois o Fluminense vem perdendo pontos importantes com empates, principalmente dentro de casa. No sábado eles reclamaram da substituição do Conca. Contra o Atlético os protestos foram uma sequência de sábado. Isso só vai mudar quando voltarmos a ganhar e deixarmos todos satisfeitos” – analisou Cristóvão.

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O treinador nunca foi unanimidade no Fluminense desde a sua contratação, quando o empresário Celso Barros, presidente da Unimed, principal patrocinadora do clube, defendia um nome de mais peso. O presidente Peter Siemsen, porém, vem bancando o treinador, mas também dá sinais de irritação.

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Após a goleada de 5 a 2 sofrida para o América-RN, que culminou com a eliminação na Copa do Brasil de forma humilhante, dentro do Maracanã, o dirigente não gostou de Cristóvão não ter tratado o caso como "vexame". Após o empate contra o Galo, nesta quinta-feira, o treinador defendeu a atuação do time, fato que voltou a irritar Peter. Nem os jogadores concordaram com o comandante.

“Não conseguimos criar tantas jogadas e levamos perigo mais na bola parada. Foi um jogo equilibrado, mas com pouca criação. Para nós, como resultado, foi horrível” – disse o goleiro Diego Cavalieri.

Outro fator, por sinal, que pode ser levado em consideração em uma possível saída de Cristóvão é o relacionamento com alguns jogadores, principalmente medalhões que estão sendo pouco aproveitados, como o lateral-esquerdo Carlinhos e o atacante Walter. Este último sequer aqueceu com o restante do grupo no segundo tempo do jogo contra o Galo.

Com essas desconfianças, Cristóvão define neste sábado pela manhã o time que enfrenta o Inter, uma vez que os titulares ganharam folga nesta sexta-feira, com trabalho apenas para os reservas. Após a atividade deste sábado a delegação embarca para a capital do Rio Grande do Sul, palco do jogo deste domingo.

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