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quarta-feira, 4 de novembro de 2026
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Esportes

Corinthians derruba Bahia e volta a vencer

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A torcida vinha cobrando que o Corinthians voltasse do Japão, onde foi conquistado o Mundial do ano passado. Mogi Mirim não é tão longe, mas a equipe alvinegra encontrou no interior de São Paulo alguns dos ingredientes decisivos na histórica conquista de dezembro, como a cabeça de Guerrero e o coração de todos.

Após oito partidas seguidas sem vitória, o time do Parque São Jorge derrotou o Bahia por 2 a 0. Jogando longe do Pacaembu por causa de uma punição do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), contou com um gol de seu centroavante peruano e outro do estreante Cleber para encerrar uma sequência terrível.

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Apesar dos maus resultados recentes, Tite foi prestigiado pela diretoria alvinegra, grata pelos troféus obtidos nos últimos dois anos. Boa parte do público presente no estádio Romildão fez o mesmo, gritando o nome do gaúcho, antes, durante e depois da vitória de quarta-feira.

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Combatendo a imagem de abatimento que ficou na derrota por 4 a 0 para a Portuguesa, o treinador conseguiu fazer seu time correr e jogar bola como não acontecia fazia tempo. Se não foi uma apresentação memorável, foi suficiente para um claro domínio ser estabelecido e o placar ser definido ainda no primeiro tempo.

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Bastou ao Corinthians administrar a vantagem após o intervalo para alcançar uma extremamente necessária vitória, que o deixou com 34 pontos, a sete da zona de classificação à próxima Copa Libertadores. Com 32, derrotado após cinco jogos de invencibilidade, o Bahia ficou para trás.

Raça e crânio
Sem sua dupla de zaga titular, suspensa, Tite teve apostar em Felipe e Cleber. Alessandro foi improvisado na lateral esquerda, Guilherme voltou após um mês e meio, e Pato foi escalado. O camisa 7 se deu bem com Danilo, Emerson e Guerrero, envolvendo a defesa do Bahia.

Com uma disposição que saltou aos olhos, o Corinthians só precisou de um minuto para incomodar o adversário, usando a velocidade de Pato, que sofreu falta e acertou a trave na cobrança. Essa disposição esteve perto de extrapolar o limite em alguns momentos, com Edenílson e Guilherme envolvendo-se em diferentes discussões e Emerson cometendo falta dura, mas a equipe conseguiu manter a compostura.

Usando muito bem a referência de Guerrero, o time (quase) da casa se dava bem com Emerson pela direita e com a mobilidade de Pato. Ainda que sem ritmo, Guilherme fazia muito mais do que, na sua ausência, fizeram Ibson e Maldonado. E os beques reservas cumpriam seu papel, espanando as bolas que pipocavam na área.

O domínio alvinegro foi premiado aos 19 minutos, quando Emerson bateu escanteio da direita. Guilherme desviou no primeiro pau, e Guerrero apareceu no segundo, usando a arma que colocou seu nome na história do Corinthians. A alegria do atacante, que havia perdido pênalti no jogo anterior, foi demonstrada com um bico na bola na comemoração – não houve simulação de máscaras ou coreografias ensaiadas.

Com a vantagem, a equipe de Tite não recuou, como fazia mesmo nas melhores fases, nem se acovardou, recordando que o momento era terrível. Seguiu na frente e esteve perto do gol em duas boas trocas de passes, concluídas por Pato e Danilo. Aos 40, após novo escanteio de Sheik da direita, Cleber balançou a rede de cabeça e arrancou gritos de "Ti-tê!" da torcida.

Tranquilidade e cérebro
Cristóvão Borges tentou resolver os problemas do Bahia com Rafael Miranda no lugar de William Barbio. Em vez de um homem rápido de cada lado, o time tricolor passou a ter mais força no meio de campo, mas o Corinthians continuou seguro e fazendo boas jogadas, especialmente com Emerson e Guerrero.

O Sheik correu tanto que pediu para ser substituído e deu lugar a Romarinho, ganhando muitos aplausos. Ele não era o único atleta cansado, e o jogo ficou mais arrastado, o que interessava ao time em vantagem. Obina deu sangue novo ao Bahia, aposta em dois centroavantes já que a articulação pelos lados não funcionava.

Wangler também entrou, mas o Corinthians, que tinha construído sua vantagem com raça e jogadas pelo alto, teve tranquilidade e inteligência para administrar o resultado. Guilherme e Guerrero saíram muito aplaudidos, e Pato perdeu um gol que não fez falta no jogo do alívio alvinegro em Mogi.

 

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