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quarta-feira, 4 de novembro de 2026
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Esportes

Copa: França vence e manda Brasil para casa

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– Pela terceira vez consecutiva diante da França em Copas do Mundo, o Brasil viu seu sonho de título se transformar em pesadelo, neste sábado, no Waldstadion, em Frankfurt, em uma derrota por 1 a 0. Após os traumáticos confrontos nas Copas de 1986 e 1998, a seleção brasileira mudou sua escalação em cima da hora e voltou a usar esquema que já havia fracassado durante as eliminatórias, com Juninho Pernambucano no meio-campo e sem Adriano no ataque.
Com a mudança repentina, o técnico Carlos Alberto Parreira saiu de sua tradição pragmática, cedeu às pressões, mas, mesmo assim, a equipe continuou jogando mal como nos jogos anteriores desta Copa. O treinador deixou o gramado xingado pela torcida brasileira, que estava no estádio.

Também não foi desta vez que Zidane se aposentou. Ao contrário dos discretos Ronaldinho Gaúcho e de Ronaldo Fenômeno, o camisa 10 francês fez partida primorosa, principalmente no primeiro tempo, quando estava com fôlego total.

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Além de ter coordenado a França novamente neste sábado, o carrasco do Brasil em 98 bateu a falta que encontrou Henry livre para fazer o único gol do jogo em Frankfurt. O resultado deixa mais uma marca negativa no futebol brasileiro, que aumentou sua fama de freguês dos franceses.

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Apesar da derrota, dois foram os recordes batidos pelo Brasil neste sábado. Lúcio superou a marca que era de Gamarra em minutos sem fazer falta. Parreira também se igualou a Zagallo e ao sérvio Bora Milutinovic em número de jogos em Copas do Mundo (20). O recorde segue em poder do alemão Helmut Schoen, com 25 participações.

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A partida começou equilibrada, mas o Brasil conseguiu, como queria Parreira, manter maior posse de bola. A França se defendia como podia e procurava achar um contra-ataque nos lançamentos de Zidane.

Passada a primeira pressão brasileira, a França adiantou a marcação e chegou a assustar. O Brasil seguiu levemente melhor no jogo, mas com dificuldade para acertar o último passe e, consequentemente, para chutar em gol.

Aos poucos a França foi crescendo e Zidane mostrou muita categoria na organização das jogadas. O Brasil, mesmo sem o quadrado mágico, seguiu apresentando os mesmos problemas de movimentação no ataque. Ronaldo dificilmente tocava na bola.

A marcação francesa segurou definitivamente o Brasil e o contra-ataque foi ficando cada vez mais perigoso. Zidane fez fila de brasileiros no meio-campo e enfiou para Vieira partir livre em direção ao gol. Juan só o parou com um carrinho por trás.

O árbitro Luís Medina Cantalejo mostrou o cartão amarelo e ouviu muitas reclamações dos franceses, que esperavam ver o zagueiro brasleiro expulso. Na cobrança de falta, Ronaldo colocou a mão na bola na risca da área. O árbitro marcou nova falta e muitos ficaram com a impressão de pênalti.

A pressão final da França no primeiro tempo foi forte, mas o time dirigido por Raymond Domenech perdeu as boas chances que teve de abrir o placar.

Após o intervalo, Ronaldinho Gaúcho voltou mais aceso, mas a melhor chance foi da França, em cabeçada de Vieira. Cafu continuava sofrendo na marcação e a França continuou envolvendo o time brasileiro.

Aos 12 minutos, o gol que a França vinha merecendo saiu em cobrança de falta na área. Zidane bateu, a zaga toda ficou olhando a bola no meio da área e Henry entrou livre para fazer o gol dentro da pequena área, na cara do goleiro Dida.

O gol só deixou o Brasil ainda mais apático em campo. Ribéry, que estava sumido no jogo, fez bonita jogada pela esquerda e por pouco a França não matou o jogo.

Apesar dos pedidos por Robinho, Parreira decidiu voltar ao esquema com o quadrado, que a esta altura não recebia mais o adjetivo “mágico” nem do mais otimista torcedor.

Nos 15 minutos finais, Parreira sacou Cafu para escalar Cicinho e Robinho substituiu Kaká. Em linhas gerais, o time continuou apático como em toda a competição e disse adeus ao hexacampeonato.

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