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domingo, 8 de novembro de 2026
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Esportes

Atletas são convocados para os Jogos Paralímpicos do Rio 2016

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O Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) convocou hoje, em São Paulo, os 278 atletas que participarão da Rio 2016. Esta é a maior delegação paralímpica do país ( 181 homens e 97 mulheres) e, pela primeira vez, o país terá representantes nas 22 modalidades esportivas.

Andrew Parsons, presidente do CPB, disse que a meta é alcançar o quinto lugar. “O Brasil não entra em nenhuma das 22 modalidades para ver como é que é, para passear. Nas 22 [modalidades], a gente é muito competitivo”, afirmou. Os jogos serão de 7 a 18 de setembro.

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Segundo Parsons, atletismo e natação ainda são os carros-chefes da delegação, mas outras modalidades, como a canoagem, que estará pela primeira vez nos Jogos Paralímpicos, também representam esperança de medalha.

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Luis Carlos Cardoso, atleta da canoagem, ficou paraplégico aos 25 anos, após um parasita se alojar na  medula. Ele conta que vem intensificando o ritmo de treinos e a carga só será reduzida quando o início dos jogos se aproximar.

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“Estou super ansioso para que chegue logo. Estive no Rio de Janeiro fazendo o período de treinamento na Lagoa Rodrigues de Freitas, foi incrível, pude sentir um pouco do clima. E ver a arquibancada como está bonita. Está todo mundo focado para a gente fazer o nosso melhor”, disse o atleta.

Com o avanço da sua síndrome degenerativa, Susana Schnarndorf, atleta da natação, teve de mudar de categoria. Susana, que tem uma doença chamada Shy-Drager, foi quarta colocada nos 100 metros peito e quinta classificada nos 200 metros medley das Paralimpíadas de Londres.

“É o sonho de qualquer atleta disputar uma Paralimpíada em casa. Ver os amigos, a família, o povo todo torcendo para a gente. Eu tinha tudo para não estar aqui agora, mas, para mim, é um sonho que estou realizando”, disse ela.

O presidente do CPB informou que não teme a redução de recursos após a Paralimpíada. A principal fonte de financiamento dos esportes paralímpicos é a Lei Agnelo/Piva, que prevê a destinação de 2% da arrecadação bruta das loterias federais em operação no país, descontadas as premiações, para os comitês olímpicos.

“Talvez a gente seja uma das poucas entidades esportivas no Brasil que não está com medo do período pós-Rio. Pelo contrário, a gente vai ter quatro anos com centro de treinamento e mais recursos para encarar esse desafio de Tóquio [onde serão os Jogos Olímpicos e Paralímpicos de 2020]”.

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