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quinta-feira, 5 de novembro de 2026
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Educação

UFMT promove discussão sobre potencial energético do Brasil em Cuiabá

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Amanhã ,quarta-feira 4 de maio às 8h00, na Universidade Federal de Mato Grosso – UFMT, sala dos Órgãos Colegiados Superiores, situada no segundo andar do prédio da Reitoria, será realizada uma entrevista coletiva com o pró-reitor de pesquisas da UFMT e coordenador do evento BIODIESEL BR 2005, Paulo Teixeira de Souza Júnior.

Na oportunidade será apresentado o BIODIESEL BR 2005, evento que tem como pauta apresentar o potencial energético do Brasil e será realizado de 23 a 25 de maio, no Centro de Eventos do Pantanal.

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Durante a coletiva o coordenador do evento estará discorrendo sobre a programação que envolve exposições tecnológicas e diversos aspectos da cadeia produtiva do biodiesel, seus gargalos, ameaças e oportunidades que se abrem com a utilização deste combustível pouco poluente derivado de fontes renováveis.

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Apontado com substituto do diesel comum, ele pode ser produzido com gorduras animais ou óleos vegetais, tais como mamona, dendê (palma), girassol, babaçu, amendoim e soja, substituindo total ou parcialmente o óleo diesel de petróleo em motores automotivos ou estacionários (geradores de eletricidade e calor). Pode ser usado puro ou misturado ao óleo diesel de petróleo em diversas proporções.

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A legislação atual permite a mistura de apenas 2% do biodiesel ao óleo diesel de petróleo, mas em 2013, segundo a ministra de Minas e Energia, Dilma Rousseff, o percentual deverá ser de 5%. O uso comercial do biodiesel no Brasil foi autorizado em dezembro do ano passado, inicialmente para a mistura de 2% ao diesel. Pela lei, em 2013 o percentual será de 5%, de forma obrigatória. Mas, segundo afirmou para a imprensa nacional o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, se o preço do petróleo continuar subindo, em pouco tempo o Brasil deverá aumentar o percentual de adição do biodiesel ao óleo diesel.

Para ele, o biodiesel no país vai promover a inclusão social e colocar no mercado de trabalho “milhões de brasileiros esquecidos pelo poder central desde os tempos do Império”. A primeira usina de produção de biodiesel no Brasil foi inaugurada pelo presidente Lula em março último, em Cássia (MG).

O Programa de Biocombustíveis do Estado de Mato Grosso (Probiomat), que já foi destaque na imprensa nacional, foi criado em outubro de 2003 e está em fase de discussão para a sua implantação. Atualmente, os responsáveis pelo programa estão fazendo visitas a municípios interessados em produzir o óleo para discutir sobre o plantio das oleaginosas, visando saber que tipo deverá ser utilizado de acordo com as características de cada região, embora o girassol tenha tido uma grande aceitação aqui no Estado.

A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat) já está testando o desempenho de um veículo com a utilização de uma mistura de 20% de biodiesel ao diesel comum. O veículo – uma camionete Mitsubishi L 200 – foi adquirido com recursos do Probiomat, repassados pelo governo federal. O Probiomat já tem garantidos R$ 400 mil, 90% vindos do Ministério de Ciência e Tecnologia (MCT) e 10% do governo do Estado, via Fapemat. A verba ainda não foi totalmente liberada.

As fontes de financiamento também são um dos principais pontos de discussão sobre a produção do biodiesel no Brasil. Isso porque o governo federal estabeleceu como fonte o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), que conta com um recurso de R$ 7 bilhões. A alegação dos representantes da cadeia produtiva do biodiesel é de que os recursos do programa, cujo teto é de R$ 3 mil, além de já estarem sendo utilizados pelos agricultores não seriam suficientes para o investimento na produção.

Mato Grosso consome anualmente 1.711 bilhão de litros de diesel, divididos entre as empresas frotistas e o consumidor final, tendo se tornado o carro-chefe da arrecadação no Estado.

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