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quinta-feira, 5 de novembro de 2026
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Educação

Sintep mantém greve nas escolas e recorrerá de decisão da Justiça

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O Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público de Mato Grosso (Sintep-MT) vai recorrer da decisão do Tribunal de Justiça que declarou abusiva a greve na rede estadual, iniciada no dia 12 de agosto. “Assim que houver a notificação, o sindicato vai recorrer. Por enquanto, a greve está mantida”, disse, ao Só Notícias, o diretor regional do Sintep, Valdeir Pereira.

Os profissionais da educação farão um ato público, hoje, às 14h, na capital. A concentração será no Centro Político Administrativo (CPA). Caravanas do interior também devem participar da passeata até o Palácio do Governo. “O retorno ou não das atividades será definido. A data da assembleia ainda será marcada”, completou.

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A decisão do desembargador Marcos Machado, conforme Só Notícias já informou, para que os professores da rede estadual retornem para as salas de aulas em 72 duras, foi anunciada ontem à noite. Caso descumpram, o sindicato terá de pagar multa de R$ 23,7 mil, por dia que permanecerem parados.

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De acordo com os documentos anexados aos autos, foi instituída uma comissão de estudos composta por profissionais da Seduc (Secretaria Educação), Sefaz (Secretaria de Fazenda), SAD (Secretaria de Administração) e membros do próprio Sintep para apresentar, até o dia 15 de outubro, proposta que demonstrasse a possibilidade de “equiparação salarial da educação com outras categorias”, ou seja, reajuste salarial de 10,41%.

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“O Sintep, porém, não concordou em aguardar o resultado desse estudo porque teria sido exatamente a posição governamental de condicionar o atendimento da pauta de reivindicações aos prováveis resultados de mais um grupo de estudos, a principal motivação para deflagração da greve”, disse o desembargador, que não considerou a greve ilegal, mas abusiva.

A pauta de reivindicações do sindicato envolve: política que vise dobrar o poder de compra dos educadores em até 7 anos; realização imediata de concurso público; chamamento dos classificados do último concurso; garantia da hora-atividade para interinos; melhoria na infraestrutura das escolas; aplicação dos 35% dos recursos na educação como prevê a Constituição Estadual; autonomia da Seduc nos recursos devidos na área.

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