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quinta-feira, 5 de novembro de 2026
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Educação

Sinop: Sintep protocola documento criticando prefeitura e começa paralisação amanhã

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O Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público (Sintep) protocolou ofício comunicando à prefeitura que paralisará as atividades na rede municipal de ensino, por três dias, a partir de amanhã. No documento, o sindicato critica o executivo por apresentar a lei de mudança da jornada de trabalho dos professores, sem ter dialogado com a categoria, e ainda aponta precariedade no sistema educativo do município, com falta de profissionais.

Segundo o Sintep, um acordo feito após a greve de 2011 previa a criação de uma comissão para discutir melhorias na carreira, “principalmente, para os ocupantes dos cargos de apoio e técnico, com a alteração dos coeficientes salariais de classe, o que não está acontecendo”. Na visão da categoria, a mudança de jornada deveria ter abrangido os cargos de apoio e técnico administrativo, sem redução salarial.

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A mobilização dos profissionais foi decidida na última quinta-feira (24), em assembleia geral. O manifesto começará ainda hoje com discussões nas escolas e creches com as comunidades escolares. Amanhã, às 7h30, está previsto um ato público com concentração na Praça das Bandeiras e passeata até a Praça Plínio Callegaro. Na quinta-feira, os profissionais farão uma aula pública sobre valorização e condições de trabalho na Educação. No último dia de protestos, o Sintep fará uma carreata pelas principais ruas da cidade, “em razão da falta de posicionamento da prefeitura”.

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Conforme Só Notícias já informou, entre os pontos reivindicados estão melhorias nas condições de trabalho nas creches e escolas municipais, com contratação, por meio de concurso, de mais professores e reforma das unidades educacionais, além da ampliação da redução na jornada de trabalho para os profissionais técnicos. Também é exigido que a prefeitura cumpra a promessa de uma jornada de 36 horas semanais e não 38, como foi decidido pelo Executivo.

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A redução da jornada foi sancionada semana passada e houve críticas por parte do sindicato. O diretor regional da entidade, Valdeir Pereira, informou que foi proposta uma jornada de 36 horas. Mesmo assim, a prefeitura, enviou o projeto de lei sem dialogar com a categoria. “No final de fevereiro, enviamos para a Secretaria de Educação um ofício propondo uma mesa redonda para discutirmos o assunto. Mas não obtivemos resposta. Na terça-feira (22), enviamos outro ofício e novamente ficamos sem resposta”, explicou.

Em 2015, foi aprovado, dentro do plano municipal de educação, a jornada única de 30 horas semanais para professores.

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