Sinop: prefeitura confirma que grevistas não terão salário este mês e Sintep critica
Os professores que permaneceram em greve não receberão salários de agosto. A informação é da assessoria de comunicação da prefeitura. “O pagamento é feito no final do mês, mas a folha dos profissionais foi fechada ontem. Portanto, como eles estão em greve há mais de um mês, aqueles que não retornaram, não terão direito a salário este mês. É um corte de 100%”, confirma, e que o corte “é uma medida administrativa baseada em lei”. A decisão judicial se a paralisação é ou não legal deve sair até a próxima segunda-feira (25).
Para o diretor regional do Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público de Mato Grosso (Sintep), Valdeir Pereira, o corte de salários "é ilegal" e obrigou muitos profissionais a voltar para salas de aulas. “Não existe amparo em lei para este corte. Em outros municípios, onde também ocorreram paralisações, o Tribunal de Justiça considerou o corte de salários ilegal, pois fere o direito de greve dos trabalhadores. Tenho certeza que, quando houver uma decisão judicial, nosso salário será reestabelecido e os profissionais que retornaram às salas de aulas irão aderir à greve novamente”, afirmou Valdeir. Esta semana, durante assembleia, os profissionais decidiram manter a paralisação que completa 33 dias e continua por tempo indeterminado.
O mais recente levantamento da Secretaria de Educação é que 81% dos profissionais voltaram ao trabalho e, de 13 mil alunos, 7 mil estão tendo aulas. O relatório atualizado será divulgado hoje. O Sintep informou que não tem balanço atualizado da quantos profissionais permanecem em greve.

Os grevistas reivindicam equiparação salarial. Os da rede estadual trabalham 30 horas e recebem R$ 1.747. Os municipais cumprem 40 horas e ganham R$ 1.697. O Sintep afirma que aceita as mudanças em até três anos, mas a prefeitura insiste que está no limite prudencial de gastos com folha de pagamento e só negociará quando todos voltarem para salas de aulas.







