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quinta-feira, 5 de novembro de 2026
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Educação

Salários: Sintep insatisfeito com resposta da Secretaria Estadual de Educação

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A resposta da Secretaria Estadual de Educação de Mato Grosso (Seduc) não contempla nenhuma das reivindicações dos trabalhadores da educação. Esta é a avaliação do Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep-MT) sobre ofício enviado pela Seduc, em resposta à pauta de reivindicação, protocolada pelo sindicato no dia 22 de março.

O documento de 33 páginas, enviado pela Seduc, é resultado da audiência realizada entre representantes do governo e o Sintep, no dia 08 de maio. “Durante a reunião, percebemos que nenhum dos pontos seria contemplados. O Sintep acredita que a secretária apenas quis nos dar uma resposta preocupada com as votações na conferência (a Seduc prorrogou a audiência para a véspera da I Conferência Estadual de Educação)”, afirma Gilmar Soares, secretário de formação sindical do Sintep.

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Várias solicitações dos trabalhadores estão pendentes desde 2003, e foram reafirmadas nos anos posteriores. “Não esperamos mais nada deste governo, realmente a resposta terá que ser dada nas eleições deste ano”, afirma Soares. A prova de que a categoria está atenta ocorreu nas plenárias da conferência. Segundo o Sintep, as propostas do documento final estão muito além do que está sendo praticado pelo Estado.

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Resposta – Quanto à questão salarial, o governo admite as perdas, mas não apresenta intenção em realizar a reposição de 19,40% e equiparar o poder de compra do salário atual ao valor correspondente na implantação do piso salarial, ocorrido em outubro de 1998.

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Uma das justificativas do governo seria que os professores recebem um incentivo de 12%, o que representaria um 14º salário para os profissionais e elevaria o poder de compra. O reajuste é dado apenas para professores em sala de aula, que perdem o direito, ao tirarem licença médica ou pedirem afastamento. “Isso é um argumento absurdo, pois a Seduc usa esse incentivo para pressionar o trabalhador a muitas vezes trabalhar doente. O sindicato também não concorda com a diferenciação entre os trabalhadores. O piso dos profissionais deve ser igual para todos”, afirma a primeira secretária do Sintep, Maria Cirlene Resende.

A Seduc não confirma pontos apresentados na pauta como a falta de substituição dos funcionários em Cuiabá e no interior. “Em várias escolas ouvimos o relato de que não ocorre contratação durante férias ou licença dos funcionários, o que sobrecarrega os demais funcionários”, afirma Cirlene.

Os holerites deste mês foram fechados contendo o reajuste de 5,05% no salário dos trabalhadores da educação, referente a data base. O projeto não chegou a ser votado na Assembléia Legislativa, o que para o Sintep significa a subserviência da maioria dos deputados ao governo. “Isso também pode indicar que o governo considera a Assembléia uma instituição figurativa do ponto de vista democrático”, critica Gilmar.

A Seduc anunciou no documento a realização de concurso para 2080 professores, 200 técnicos administrativos e nenhuma para cargos de apoio. Segundo o Sintep, o concurso público proposto pela secretaria não irá contemplar nem um terço das vagas reais existentes na rede estadual. “A questão dos cargos de apoio é mais crítica, porque revela a intenção do governo em terceirizar a vigilância, merenda e limpeza das escolas”, explica Gilmar.

Para o sindicato, o governo não mostra nenhuma intenção em mudar a atual política educacional, que também envolve irregularidades nas reformas dos prédios escolares e nas transferências de recursos para educação. Os trabalhadores também pedem a criação de fundo de previdência, aposentadoria e assistência médica. “O nosso desafio é fazer esse enfrentamento”, afirma Gilmar.

O Sintep deflagrou, em março, a campanha salarial 2006 e dará início à mobilização da categoria. Os trabalhadores da educação irão se reunir na próxima quarta-feira (31 de maio), a partir das 9 horas, no Memorial Ulisses Guimarães. Será dia de paralisação das atividades na capital e no interior.

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