Professores de 4 cidades em MT continuam em greve
Professores da rede municipal de ensino de Várzea Grande, Nova Monte Verde, Rosário Oeste e Guaratã do Norte permencem em greve. Na primeira cidade, os profissionais aguardam o documento do Executivo para levar à assembleia geral prevista para amanhã (6) no Centro de Educação de Jovens e Adultos Licínio Monteiro, às 8h. Segundo o presidente do Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público no município, Gilmar Soares, o documento é necessário para que a categoria avalie o posicionamento do governo frente à pauta de reivindicações.
Ainda conforme sindicato, o Executivo prometeu também enviar até o dia 30 de novembro o projeto de Plano de Cargos, Carreira e Salários (PCCS) para o Legislativo. A exigência é que o projeto de lei seja aprovado este ano e passe a ser aplicado no próximo ano. "Nos pontos que estão pautados para a suspensão da greve está a revisão da lei de gestão. Nós temos reivindicado que não abrimos mão. Queremos incluir os funcionários no processo de eleição", disse Gilmar.
Em Nova Monte Verde a categoria está de braços cruzados desde sexta-feira (1º). De acordo com o presidente da subsede, Elcio Leandro, amanhã (6) deve ser realizada uma passeata, às 17h30, no centro da cidade com o objetivo de chamar a atenção da comunidade sobre a pauta de reivindicações. Os manifestantes sairão da praça da Bíblica, seguindo a avenida Mato Grosso e encerrando o ato na avenida Rondonópolis. Na sexta-feira (8) está marcada uma assembleia geral, às 15h, na Escola Municipal Roberto José Ferreira para deliberar o calendário de mobilização. 80% dos trabalhadores estão paralisados. A rede tem 18 escolas municipais e 537 educadores.

Na cidade de Rosário Oeste a prefeitura decidiu cortar o ponto dos profissionais e o sindicato recorreu na Justiça. Segundo a presidente da subsede do Sintep, Miriam Botelho, a categoria irá aguardar o posicionamento da Justiça em greve.
Os educares cobram a aplicação do piso salarial de R$ 1.567 para os professores e funcionários profissionalizados e a aplicação dos 75% para os não profissionalizados; a adequação da folha de pessoal à receita da educação; apresentação de cronograma para a reforma e adequações na rede física; apresentação de medidas concretas para resolver problemas com transporte escolar, merenda, aquisição de materiais didáticos e equipamentos das escolas; garantia de transparência na aplicação dos recursos da educação.
Já em Guarantã do Norte, os mais de 460 profissionais da rede municipal iniciaram greve dia 31 de outubro. Nesta sexta-feira (8), a justiça fará, em Cuiabá, ato conciliatório entre o Sintep e a prefeitura de Guarantã para tentar encerrar a paralisação. A mediação será feita pelo desembargador Rui Ramos, que analisou pedido da administração municipal para a greve ser decretada ilegal. Ele fixou multa de R$ 5 mil ao sindicato caso a paralisação continuar. "Não fomos notificados se a greve foi considerada ilegal. Mas vamos para a reunião de concliação", disse, ao Só Notícias, a presidente do Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público, Paula Regina Martins.
Segundo assessoria, o novo cenário da greve será discutido entre a categoria amanhã. A adesão à greve dos trabalhadores alcança quase 100% nas 14 escolas da rede desde o dia 30 de outubro, quando a paralisação iniciou. A categoria reivindica a recomposição salarial de 7% pelas perdas inflacionárias dos últimos 8 anos.
Retorno da greve
Na última sexta os trabalhadores da rede municipal de Barra do Garças decidiram retornar às atividades após o Executivo cortar o ponto dos servidores. Em assembleia geral a categoria programou o reinício do trabalho na segunda-feira (4), depois de 3 meses de paralisação. A categoria reivindicava o piso salarial nacional e ainda não conquistou esta valorização.







