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quarta-feira, 4 de novembro de 2026
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Educação

Professores da UFMT aprovam paralisação em julho

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Os professores da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) aprovaram, ontem, em assembleia geral, paralisação de 24 horas, dia 5 de julho, acompanhando decisão nacional das instituições federais de ensino ligadas ao Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes-SN).

A decisão sobre início de greve foi adiada para agosto. “Precisamos, antes, ganhar musculatura política para, se for o caso, deliberar por uma greve”, disse o presidente da Associação dos Docentes da Universidade Federal de Mato Grosso (Adufmat) professor Carlos Alberto Eilert, por meio de assessoria.

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Os professores da UFMT também vão elaborar pauta de reivindicações apontando os problemas locais. A próxima assembleia foi marcada para 20 de julho, às 14h, no auditório do sindicato e será avaliado indicativo de greve.

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Conforme Só Notícias informou, a possibilidade de greve passou a ser cogitada em protesto ao congelamento dos salários do funcionalismo federal até 2019, conforme prevê o Projeto de Lei Complementar 549/2009, atualmente em trâmite no Congresso Nacional.

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Entre outros motivos, também é apontado “sucateamento da estrutura física da UFMT; perdas salariais de mais de 152% nos últimos 12 anos e a medida aprovada no Congresso Nacional autorizando a admissão de professores temporários nas universidades federais”.

Membros da reitoria estiveram presentes da assembleia. Segundo assessoria, a pró-reitora de Gradução, Miriam Tereza, disse que a contratação de substitutos e temporários graduados é uma decisão política e de gestão, não só para cobrir as vagas, mas também porque professores que não têm títulos recebem salários menores. Segundo ela, se fossem priorizadas contratações de titulados a administração da UFMT teria que reduzir o número de contratos, correndo o risco de não completar o quadro docente.

A pró-reitora de Planejamento, Elisabeth Aparecida Furtado de Mendonça, alegou também que outro complicador é que em 2010 o Governo criou uma rubrica específica com limitação de contratação de substitutos.

 

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