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quinta-feira, 5 de novembro de 2026
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Educação

MPF quer supender resultados do Enem

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O Ministério Público Federal em Santa Catarina (MPF-SC) entrou com uma ação civil pública, em caráter liminar, para suspender os resultados do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2009. O pedido alega que "o procedimento adotado pela entidade organizadora da prova não atende o princípio da impessoalidade".

O MPF queria que as notas do Enem, previstas para o dia 5 de fevereiro, não fossem divulgadas, mas os resultados foram antecipados e estão disponíveis desde ontem (28) no site do Ministério da Educação (MEC). A ação pede ainda que os resultados do Enem não possam ser utilizadas pelas instituições de ensino como critério de seleção, "a fim de evitar prejuízos irreparáveis aos candidatos".

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Segundo informações do MPF, denúncias anônimas indicam que as provas teriam sido envelopadas, ao final do exame, com a identificação dos candidatos. Dessa forma, as folhas de resposta que deveriam ser identificadas apenas por um número teriam permanecido com os nomes dos participantes.

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Nota divulgada pelo órgão afirma que não houve "qualquer tipo de fiscalização ou de participação dos candidatos no processo de desidentificação".

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De acordo com o MPF, "é habitual que a desidentificação das provas seja promovida em cada uma das salas onde é realizado o concurso, sempre com a participação e fiscalização dos três últimos candidatos a entregarem a prova".

A ação foi proposta contra a União, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) e o Centro de Seleção e de Promoção de Eventos da Universidade de Brasília (Cespe/UnB), que assumiu a aplicação da prova em outubro.

Para os procuradores do MPF, "embora não seja obrigatória a participação dos candidatos no procedimento de lacração dos envelopes", o procedimento adotado "apresenta total vulnerabilidade uma vez que restringe exclusivamente ao âmbito do Cespe tanto a desidentificação quanto a reidentificação das provas".

 

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