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quinta-feira, 5 de novembro de 2026
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Economia

Setor da mineração é um dos que mais avança em Mato Grosso

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Em 2010, o que movimentou a mineração mato-grossense foi a descoberta do depósito mineral de fosfato, em Mirassol do Oeste. Outras ações também incrementaram o setor. Em 2002, Mato Grosso ocupava o 11º lugar no ranking dos Estados que mais pediam autorização de pesquisa mineral (requerimentos minerais). Em 2009 passou para o 6º lugar e em 2010, atingiu o 4º lugar, perdendo apenas para Minas Gerais, Bahia e Goiás.

De acordo com o secretário de Indústria, Comércio, Minas e Energia, Pedro Nadaf, esse salto se deu em função das ações desenvolvidas nos últimos 8 anos. "No governo Blairo Maggi fizemos estudos em parceria com várias entidades que revelaram o mapa das minas de Mato Grosso. Atualmente, sabemos o que há em cada região". O carro chefe da mineração do Estado ainda é o ouro e o diamante, mas também há calcário moído, níquel, cobre, zinco, ferro e vários outros minerais.

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Para encontrar estes depósitos de minerais e mapear as minas foram feitos várias pesquisas, estudos e projetos. Entre eles, o Mapa Geológico do Estado, Noroeste de Mato Grosso, Sig Ambiental de Cuiabá, Levantamento Aerogeofísico Áreas 1 e 2, Noroeste-Nordeste de Mato Grosso e Fosfato Mato Grosso. Todos estes estudos e trabalhos foram desenvolvidos em parcerias com o Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) e com a CPRM, uma empresa pública vinculada ao Ministério de Minas e Energia com atribuições de Serviço Geológico do Brasil.

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Com todas estas ações, Mato Grosso se tornou atraente para os empreendedores do setor Mineral. Nadaf conta que na última reunião que teve com a empresa que tem a concessão da área onde está o depósito mineral de fosfato, em Mirassol, o diretor técnico da GME4, José Augusto Dantas informou que a empresa está elaborando um cronograma de trabalho e que no próximo mês de janeiro deve começar os estudos na região.

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"Transformação na economia". É isso que o secretário Nadaf garante com a chegada de novos empreendimentos no setor da mineração em Mato Grosso. O Estado também tem depósitos de vários outros minerais que podem ser explorados nos próximos anos. "É mais uma forma de verticalizar a economia, gerar emprego e renda para os municípios onde estão localizados estes minerais".

Mato Grosso também comemora o aumento de produção de diamante e ouro. Em 2003 era produzido apenas 12.501 quilates de diamante por ano. Esse número saltou para 36.998 quilates em 2008. Os números de 2009 e 2010 ainda estão sendo tabulados.

Em 2003, o Estado produzia apenas 173 quilos de ouro. Esse número aumentou para 5.290 quilos em 2009. Assim como o ouro e o diamante, também houve aumento de produção de outros produtos utilizados na construção civil.A produção de argila em 2003 era de 111.154 toneladas por ano. Já em 2008 passou a ser de 215.200 toneladas por ano.

A mineração é um setor muito promissor em Mato Grosso. "Tem muito espaço para crescer. Continuaremos desenvolvendo os projetos e atraindo novos investimentos e investidores. Nosso objetivo é gerar emprego e renda e melhorar a qualidade de vida do mato-grossense", conclui Nadaf.

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