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sexta-feira, 6 de novembro de 2026
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Economia

Risco Brasil cai quase 10% após anúncio de recompra da dívida externa

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O anúncio do Tesouro Nacional de que o governo brasileiro vai recomprar até US$ 20 bilhões da dívida externa fez o risco-país cair mais de 14% nesta manhã.

Durante a tarde, no entanto, o risco diminuiu o ritmo de queda. Às 14h30, o indicador recuava 9,76%, para 231 pontos, após ter chegado aos 220 pontos –menor nível da história do índice, calculado desde 1994 pelo JP Morgan.

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O risco-país funciona como um indicador da confiança do mercado financeiro na capacidade de um país pagar sua dívida. Quanto mais alto o risco, maiores são os juros cobrados pelos investidores para comprar títulos desse país.

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O secretário do Tesouro Nacional, Joaquim Levy, afirmou ontem que o objetivo principal com a recompra é tirar de circulação os títulos com vencimento até 2010 e os bradies –que foram emitidos pelo Brasil para refinanciar os contratos rompidos pelo país na moratória dos anos 80.

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Na prática, essa operação permite o alongamento do prazo médio de vencimento da dívida externa e a redução do estoque.

Segundo o secretário, não há uma meta de compra para esse programa. “Nós vamos trabalhar com as condições de mercado”, disse o secretário.

Levy afirmou que o resgate antecipado faz parte de um programa mais amplo do governo para aproveitar o forte ingresso de dólares registrado recentemente para melhorar o perfil do endividamento público.

“Estamos usando os dólares que estão entrando no Brasil, que o Banco Central comprou, para resgatar uma parte da nossa dívida externa”, disse o secretário.

João Marcus Marinho Nunes, economista-chefe da Ágora Senior, avalia que ao reduzir a sua dívida externa, o Brasil fica ‘menos suscetível a possíveis crises internacionais’.

“Com essa iniciativa, o Tesouro está aliviando ainda mais qualquer risco de contaminação de uma crise externa”, afirmou.

O dólar cai 0,55% nesta tarde, para R$ 2,158 na venda. Para José Roberto Carreira, da corretora Novação, a recompra de títulos do governo não deve necessariamente pressionar a moeda.

“Tudo vai depender muito do próprio Banco Central”, disse Carreira.

Ou seja, segundo ele, se o governo usar as reservas internacionais para recomprar os títulos e continuar atuando aos poucos no câmbio, será mantido o “equilíbrio”.

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