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quinta-feira, 5 de novembro de 2026
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Economia

Redução do IPI não é suficiente para frear alta de preços da construção civil

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Embora o governo tenha concedido descontos em impostos para materiais de construção, o Índice Nacional de Construção Civil, calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgado hoje (9), continua a avançar. Responsável pela inflação do setor, o indicador registrou alta de 0,33% em novembro, frente a outubro (0,33%).

O economista do IBGE Luiz Fernando Fonseca justifica o aumento de preços lembrando que vários produtos não integram a linha de descontos do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). Para os materiais beneficiados, afirma que a tendência era de aumento de preços até abril, quando o imposto foi reduzido. A partir de maio, destaca que houve uma desaceleração nos preços.

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"Nos últimos meses, os preços têm apresentado variações positivas mas que estão se mantendo em nível próximo. Agora, que teve uma aceleração mais forte", destacou Fonseca.

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"De uma forma geral, isso [descontos] deu um reflexo, principalmente, em relação ao ano passado. Em novembro de 2008, a variação da taxa de materiais tinha sido 1,05% contra 0,33% desse ano. Ainda há uma aceleração, mas a patamares muito inferiores", completou.

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O representante da Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção (Anamaco), Cláudio Conz, também avalia que sem a redução do imposto, o preço dos produtos tenderia a aumentar mais. Além disso, explica que o avanço do INCC [Índice Nacional do Custo da Construção] está ligado ao reajuste em alguns itens como metais, que sofrem com a variação de preços no mercado internacional.

"A redução do IPI é para um grupo importante de produtos, mas pequeno", afirmou. "Só para se ter uma ideia, o cobre, que é o principal produto dos fios e cabos elétricos, em janeiro, custava US$ 3 mil a tonelada. Hoje, está a US$ 7 mil", explicou.

"Defendemos a prorrogação do IPI até junho do ano que vem exatamente porque se a medida acabasse, os produtos com desconto teriam pelo menos, aumento de 8% em seus preços ao consumidor e isso ia refletir mais pontos [percentuais] no INCC", acrescentou.

O Índice Nacional de Construção Civil é calculado pelo IBGE e pela Caixa Econômica Federal com base nos preços dos materiais e também da mão-de-obra.

 

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