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quinta-feira, 5 de novembro de 2026
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Economia

Redução do ICMS nos materiais de construção aquece setor em MT

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A redução no Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS) em mais de 7% possibilitou que diversos materiais para construção não tivessem aumento, este ano. Com isso, os consumidores aproveitam para adquirir suas mercadorias e as vendas permanecem aquecidas. De acordo com o presidente do Sindicato dos Comerciantes de Materiais de Construção de Mato Grosso (Sidcomac), Juliano Bortolotto, a redução de 17,42%, em média, para 10,15% do valor total da nota fiscal que acobertar a respectiva aquisição de bens e mercadorias em outras unidades federadas, fez com que não houvesse o aumento nos preços, mesmo com o reajuste das mercadorias pelas indústrias. “De uma forma geral, esse ano o consumidor não deve ter repasse de preço no material de construção, porque ganhamos esse benefício no aspecto tributário e mesmo com o aumento do preço nas indústrias, conseguimos segurar essa questão e ainda renovamos nossos estoques”, explicou o empresário.

Há dez anos, o segmento buscava a redução tributária, concedida pelo governador Silval Barbosa em dezembro de 2010. “A redução no imposto proporcionou 7% a menos no valor dos produtos, sendo um ganho para o setor e consumidores”, lembrou Bortolotto.

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A redução do ICMS para o setor de material para construção foi alcançada também com a representatividade do Sidcomac, que participou ativamente das discussões com o Poder Executivo Estadual. “Criado há três anos, o Sindicato significa a representatividade que não tínhamos, começamos a negociar com o poder público sobre a redução do imposto”, disse o presidente.

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Outro papel do Sindicato é representar o setor nas negociações da categoria. No ano passado, já houve a participação junto com a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Mato Grosso (Fecomércio-MT) na negociação dos acordos coletivos. “Temos representatividade junto ao Sesc e Senac, e agora estamos buscando união na visão, em nível de cursos oferecidos pelo Sindicato. Temos curso de formação de preço e venda, curso de atendimento, na busca de obter mais associados”, afirmou.

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Em Mato Grosso, existem mais de duas mil lojas de materiais para construção. Apenas em Cuiabá, são 500 estabelecimentos do setor. “Um dos entraves da construção civil é a mão-de-obra, que tem crescido muito mais do que a inflação do material. Precisamos formar mais gente para o segmento por meio de cursos técnicos. Esta é a intenção do Sindicato que inicia a construção da sua sede neste ano, em um terreno doado pelo Governo do Estado”, concluiu Juliano Bortolotto.

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