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sexta-feira, 6 de novembro de 2026
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Economia

Queda de 29% em financiamentos agrava crise agrícola em Sorriso

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A época ideal de plantio da soja (até 15 de novembro) está terminando e a crise do setor de sojicultura tende a se agravar nesta safra, para complicar ainda mais a economia do município de Sorriso. Além da falta de financiamento, o produtor rural ainda está impossibilitado de plantar porque em boa parte das propriedade, não ocorre uma boa chuva há cerca de 10 dias.

Em todo o Estado de Mato Grosso, a expectativa é que a área plantada tenha um decréscimo de no mínimo 15%. Em Sorriso, segundo a Empaer, a queda no plantio de soja nesta safra, deve ser de 5%. Sorriso, que é campeão brasileiro em produção de soja, deve ter sua área plantada reduzida de 610 para 580 mil hectares.

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Martin Granja, gerente da agência do Banco do Brasil de Sorriso, afirmou ao Só Notícias que já foram liberados cerca de R$60 milhões para o custeio agrícola. Ele acredita que até 15 de novembro, quando praticamente se encerra a liberação de recursos, deve ser liberado em torno de R$100 milhões, cerca de 29% a menos do que o total liberado no ano passado, que ficou em torno de R$140 milhões.

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Produtores que sempre pagaram em dia, neste ano acabaram tendo restrição no crédito e não conseguiram financiamento. “A inadimplência histórica de Sorriso sempre foi na casa de 0,5% e agora chega a 20%”, afirmou o gerente.

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Outros produtos agrícolas cultivados no município, como o algodão e o arroz, também devem ter queda na produção. No caso do algodão, a estimativa é de que seja plantada uma área de 8,8 mil hectares, sendo 2,8 mil hectares de sequeiro, 3,5 mil safrinha e 2,5 mil irrigado. Segundo a Empaer, em 2004 esses números eram maiores, só de algodão sequeiro a área era de 14,7 mil hectares. Os altos custos na produção e os preços baixos oferecidos pelos compradores, desmotivaram os produtores.

A crise no maior município produtor de soja do Brasil já atinge outros setores: a administração pública divulgou que a arrecadação caiu em torno de 30% e medidas severas de contenção de despesas (incluindo a demissão de alguns funcionários contratados)estão sendo tomadas.

No comércio, a inadimplência também aumentou significativamente. O presidente da Associação Comercial e Empresarial de Sorriso, Laércio Estrela, disse que 90% da economia de Sorriso é movimentada pela comercialização da soja. “Diante desse cenário os lojistas estão cautelosos e comprando apenas o suficiente para não ficar com mercadoria estocada”.

Segundo ele, neste fim de ano o segmento aguarda uma retração de cerca de 30% nas transações comerciais em relação ao mesmo período do ano passado.

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