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quinta-feira, 5 de novembro de 2026
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Economia

Produtos da Páscoa sobem menos que a inflação

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Já os pescados frescos, procurados neste período por grande parte da população, subiram 12,71%. O economista do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da FGV, André Braz, explicou que é o segundo ano em que o produto sobe neste patamar. “O pescado já subiu mais de 24% em dois anos, o dobro da inflação, e pode subir mais na véspera da Páscoa, pelo efeito de demanda”, disse em entrevista à Agência Brasil.

O economista acrescentou, no entanto, que apesar de o bacalhau, também bastante procurado para o almoço de Páscoa, ter ficado abaixo da inflação no mesmo período, para as famílias mais humildes a compra do produto pode pesar no orçamento. “O bacalhau é um produto que tem um nível de preço um pouco mais alto. Então, famílias mais humildes talvez não possam comprar. O pescado, embora tenha ficado mais caro nos últimos doze meses, concorre com preços mais em conta. Apesar da alta, para algumas famílias talvez valha mais a pena comprar o pescado fresco do que o bacalhau, que é um item mais caro."

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Outros produtos também registraram alta acima da inflação acumulada até março deste ano, como a couve (13,8%), os ovos (7,89%), o azeite (7,67%) e a azeitona em conserva (7,5%). O economista explicou que, em geral, a maior pressão sobre os preços dos alimentos frescos aconteceu de 2012 para 2013 e repercutiu mais na Páscoa passada. Um exemplo foi o tomate, que atingiu preços muito altos. Embora o produto não esteja na cesta de Páscoa, outros alimentos como a batata, a cebola e a couve estão, e, naquela época, também sofreram redução da área plantada, uma das causas para a alta dos preços.

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“Somaram efeitos climáticos, com redução da área plantada e isso fez com que os alimentos frescos entre 2012/2013 avançassem muito mais do que agora, embora a gente esteja passando por um período de aumento de preços desses alimentos em função da seca recente. Mas este fenômeno climático atual ainda foi mais brando do que o verificado em 2012 e 2013”, analisou.

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Outra boa notícia para o consumidor para o período da Páscoa são os preços de bombons e chocolates. “No geral, esta Páscoa, apesar de ter os seus vilões, como o pescado fresco, também tem itens que ficaram mais baratos. Os bombons e chocolates subiram 1,16%, mas perderam para a inflação. Em termos reais é como se eles estivessem mais em conta para as famílias”, explicou.

A cebola registrou queda de 39,84%, enquanto na Páscoa do ano passado tinha subido 88,99%. André Braz destacou que os alimentos frescos costumam devolver, a médio prazo, os aumentos expressivos normalmente verificados nos momentos em que o clima é mais volátil ou então no alto inverno. “Chegou o ano de ter uma oferta mais regular da cebola e isso garante o produto com o preço mais em baixa. É diferente do bacalhau que está subindo menos de preço, mas não devolve o que acumula”, comparou.

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