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sábado, 7 de novembro de 2026
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Economia

Procura por consórcios para aquisição de bens aumenta 33%

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Os brasileiros estão comprando mais casas, carros e motos por meio de consórcios. O volume negociado cresceu 33,2% de janeiro a junho deste ano, incluindo todos os tipos de bens comercializados, e alcançou R$ 28,5 bilhões ante os R$ 21,4 bilhões registrados no mesmo período de 2009. Os dados foram divulgados hoje (10) pela Associação Brasileira de Administradores de Consórcios (Abac).

O segmento de veículos continua líder na escolha de quem decide adquirir um bem por consórcio. Com uma participação de 3,2 milhões de consorciados, quantidade 6,6% acima do primeiro semestre do ano passado, as cotas de veículos vendidas alcançaram 858,7 mil, uma alta de 10,8% . No período, 423,3 mil consorciados foram contemplados.

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Já na área de compra de imóveis, houve expansão de 8,7% no número de participantes (562 mil) e de 12,2% nas vendas de cotas (110,2 mil). No primeiro semestre, o total de consorciados contemplados aumentou 6,4% com 33,1 mil aquisições. O valor médio dos negócios atingiu R$ 93,4 mil ante R$ 89,4 mil, uma alta de 4,4%.

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O presidente da Abac, Paulo Roberto Rossi, atribuiu o aumento dos negócios "à inexistência de juros, às novas modalidades de utilização do FGTS [Fundo de Garantia do Tempo de Serviço] no consórcio de imóveis e à maior presença das classes C e D", nas contratações.

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Na análise do economista Alcides Leite, professor da Escola de Negócios da empresa de consultoria Trevisan, esse desempenho reflete o crescimento da economia do país. Segundo ele, há uma certa vantagem na opção pelos consórcios, mesmo considerando a cobrança da taxa de administração.

Mas, para saber se o consumidor está fazendo ou não um bom negócio, ele deve fazer uma pesquisa no mercado, aconselha Leite. De acordo com o economista, nos financiamentos convencionais, os juros médios estão em torno de 2% para a compra de veículos, por exemplo, e , dependendo da empresa que o consorciado for negociar, o índice poderá ficar abaixo disso.

No caso dos consórcios de imóveis, ele observa que "se for sorteado logo no começo , o consorciado poderá obter o bem de forma mais rápida do que a compra com o imóvel ainda na planta". Além disso, "se a pessoa não tiver pressa pode ser um meio de poupança".

 

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