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quinta-feira, 5 de novembro de 2026
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Economia

Previsão é que preço diminua nos supermercados de Mato Grosso

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O preço da carne vai cair em Mato Grosso. A previsão é do presidente da Associação dos Supermercados do Estado (Asmat), Kássio Catena, ao informar que alguns cortes já estão baixando desde o início do ano. Ele exemplifica dizendo que o preço do quilo da costela baixou de R$ 6,29 para R$ 4,75 (média) em alguns estabelecimentos, o que equivale a uma retração de até 24,4%. Catena afirma que a retração, que favorece o consumidor, é consequência da desvalorização na cotação da arroba do boi, que caiu 5,5% de janeiro para fevereiro.

Segundo levantamento de preços do Centro Boi, da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), o valor médio da arroba do boi no Estado comercializada ontem era de R$ 66,47, ante os R$ 70,39 no final do mês passado. A previsão é que o preço no varejo baixe ainda mais nos próximos dias, mesmo com a valorização de 2,5% este mês em relação a igual período de 2008, quando a arroba custou R$ 64,80.

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Outro fator que justifica a queda dos preços da carne tanto no varejo quanto ao pecuarista é o fechamento, por tempo indeterminado, das cinco unidades do frigorífico Independência que atuam no Estado. As plantas estão localizadas em Juína, Confresa, Nova Xavantina, Colíder e Pontes e Lacerda. A paralisação nas atividades foi divulgada na quinta-feira (26) e motivada por problemas de fluxo de caixa.

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Informações concedidas via telefone pelas atendentes do frigorífico eram de que algumas unidades não haviam abatido animais ontem, mas os funcionários permaneciam nas indústrias. A previsão, conforme uma das atendentes, é que o trabalho seja retomado na segunda-feira. Até o fechamento desta edição a empresa não havia se pronunciado e a assessoria de imprensa não havia retornado as ligações.

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Na análise do superintendente do Instituto Mato-grossense de Economia Agrícola (Imea), Seneri Paludo, a baixa nos preços da carne para o pecuarista e para o consumidor é devido à maior oferta de gado no mercado estadual, ou seja, maior que quantidade de frigoríficos em operação. Ele diz que se trata da lei e oferta e procura. Quanto maior a disponibilidade de animais, mais barato ele fica, o que refletirá diretamente na rentabilidade do pecuarista, que já enfrenta um descompasso entre a variação dos custos de produção e de ganho com a atividade.

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