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sábado, 7 de novembro de 2026
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Economia

Preços já chegaram aos postos mais caros em MT, afirma Sindipetróleo

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"Se os preços aumentaram, não é o revendedor que precisa explicar isso". A contestação é do presidente do Sindipetróleo (Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis de Mato Grosso), Aldo Locatelli, em crítica às recentes declarações do diretor executivo do Sindicato das Indústrias Sucroalcooleiras de Mato Grosso (Sindálcool), Jorge dos Santos.

Á imprensa, o representante do sindicato dos usineiros disse que "não há razões econômicas para alterações nos preços" e que "as usinas permanecem com os preços estabilizados". Locatelli esclarece que, do dia 29 de setembro até esta sexta-feira (8), o etanol nas distribuidoras sofreu reajuste de R$ 0,07 a R$ 0,13 por litro. "Umas das maiores distribuidoras do país aumentaram R$ 0,13 por litro. Distribuidoras menores acrescentaram R$ 0,07 em seus preços sob o argumento de que os preços já vieram das usinas mais majorados. Os postos estão apenas repassando os valores nas tabelas que recebem", explica o presidente do Sindipetróleo.

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Locatelli critica a postura do diretor do Sindalcool. Para ele, Santos falta com a verdade. "Dizer que não há razões econômicas para o reajuste de preços é tentar manipular o consumidor para que este acredite que os postos são os grandes responsáveis pela variação no mercado, o que é uma inverdade", avalia.

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O presidente do Sindipetróleo afirma também que o litro do álcool anidro está saindo das usinas pelo menos R$ 0,30 mais caro. "Isso representa R$ 0,70 centavos por litro. Já o hidratado foi onerado em R$ 0,20, aproximadamente", exemplifica.

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Para Locatelli, estão tentando fazer com que os consumidores desconfiem dos donos de postos. "Porque penalizar os donos de postos? E porque não explicam os motivos pelos quais os cerca de R$ 100 milhões em incentivos às usinas não reduziram os preços na ponta?", questiona.

"Infelizmente, tudo que acontece no setor de combustíveis recai sobre o proprietário de posto. Iremos provar que essa ideia está errada no próximo dia 22, quando realizaremos o Dia Sem Imposto", avisa Locatelli. "Convido a sociedade a participar dessa ação e o senhor Santos a se reunir conosco em uma mesa de debate para mostrarmos à sociedade onde estão as impropriedades", disse o sindicalista.

 

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