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quinta-feira, 5 de novembro de 2026
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Economia

Preço da terra sobe 16% em Mato Grosso

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Depois de amargar uma queda de 6,6% no valor médio das terras, baixando de R$ 1,967 mil (o hectare) no primeiro bimestre de 2005 para R$ 1,837 mil no mesmo período de 2007, Mato Grosso esboça uma leve recuperação nos preços, com alta de 16% no último bimestre do ano passado na comparação com janeiro/fevereiro, também de 2007. A valorização média registrada no curto intervalo é decorrente da recuperação nos preços dos grãos no mercado internacional e da arroba do boi, que depois de anos sem reajuste em 2007 chegou a picos de R$ 70 (Rondonópolis e São José dos Quatro Marcos) em janeiro de 2008, ante uma média de R$ 48, em igual mês do ano passado, expansão de 45,8%.

Os dados são do Instituto FNP, que realiza pesquisas bimestrais sobre o preço das terras em várias regiões do país. Apesar do crescimento registrado na última parcial (novembro/dezembro 2007), Mato Grosso está na 13ª colocação entre as unidades da federação com os maiores preços por hectare. A primeira posição é de São Paulo, com valorização de 10,3%, passando de R$ 10,444 mil no primeiro bimestre de 2007 para R$ 11,565 mil nos últimos dois meses do ano. O menor preço está no Amazonas, com R$ 248 (por hectare) no último bimestre, alta de 11,2% sobre os R$ 223 em janeiro/fevereiro de 2007.

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Na avaliação da analista do Mercado de Terras da FNP, Jacqueline Bierhals, apesar do preço em Mato Grosso não ter elevado tanto, voltando aos mesmos patamares de 2005, ela considera que o percentual está dentro da média dos principais pólos agrícolas brasileiros. “Estados como o Paraná, Rio Grande do Sul, São Paulo, Tocantins, Bahia, Maranhão, Goiás, Minas Gerais e Piauí tiveram um crescimento entre 10% e 20%, fazendo com que Mato Grosso esteja dentro da média de valorização das outras unidades da federação”.

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Para o diretor Executivo da Associação de Produtores Rurais de Mato Grosso (APR-MT), Paulo Rezende, a desvalorização nos preços nos anos anteriores ocorreu por causa da crise no agronegócio (2005/2006), mas conforme ele, o cenário tende a se manter positivo este ano por causa da proibição no desmatamento em 19 municípios do Estado. “Isso fará com que as áreas já abertas e que estavam ociosas sejam usadas tanto para agricultura quanto para pastagem, aumentado os preços e valorizando não só as terras como também o município onde estão localizadas”.

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