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quinta-feira, 5 de novembro de 2026
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Economia

Pasini diz que madeireiros não podem cometer erros do passado

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A Federação das Indústrias de Mato Grosso vem acompanhando as reuniões que a Secretaria de Meio Ambiente realiza em várias cidades do estado. Na sexta-feira, o presidente da entidade participou do encontro que reuniu madeireiros e representantes do setor produtivo de Alta Floresta na sede da Câmara de Dirigentes Lojistas. Para Nereu Pasini é importante a participação da federação nessa peregrinação. Segundo ele, esse acompanhamento dá maior segurança aos empresários.
“Essa parceria é importante. Nós estamos brigando e existem leis que tem que ser cumpridas e nós vamos ter que nos aguardar. Trabalhar da forma como fomos induzidos, durante muitos anos, cair no erro e aonde a maioria ficou irregular, não tinha mais condições de trabalhar”, frisou Pasini, citando que o setor produtivo tem que encontrar meios de sustentabilidade.

Duas grandes questões preocupam o setor produtivo: a criação da reserva ambiental no Apiacás e a questão de averbação para manejo florestal.

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No primeiro item, Pasini lembra que o governo estadual, através da Assembléia Legislativa criou a Floresta Pública do Juruena, contrariando a vontade do Governo Federal que era de transformar mais de 70% do território apiacaense em Parque Nacional. Apesar de aprovado, o projeto de floresta pública, que é defendido pelo setor produtivo regional, ainda depende de homologação por parte do Ministério do Meio Ambiente.

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“Nós vamos ter que lutar pra que isso aconteça. Estamos nos movimentando, através da FIEMT, com políticos, pra chegar até a Ministra do Meio Ambiente (Marina Silva) pra que ela concorde com isso. Se vai conseguir ou não, é uma interrogação”, comentou Pasini.

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Mas a questão que mais preocupa mesmo é com relação à averbação de áreas de terra pra manejo. Em conformidade com leis ambientais da época, muitos proprietários chegaram a desmatar 50% de suas propriedades.

“É uma dúvida que existe, nós levantamos ali na mesa, mas o secretário tem que ver a possibilidade, de aceitar de fazer o manejo em área averbada em 50%. Se acontecer isso, nós vamos lutar pra isso, vai ser a redenção de muitas empresas de Alta Floresta”, citou o presidente da federação.

A prefeita Maria Izaura comentou que o governo vem demonstrando interesse de vir aos municípios para conversar com empresários e mostrar os caminhos para que possam se adequar à legislação ambiental.

“No primeiro momento o empresário sente que a Sema está querendo penalizá-lo, mas infelizmente eles tem que se conscientizar de que esse momento com o meio ambiente não tem volta. Daqui pra frente, mesmo que demore, vamos nos adequar, o empresário precisa correr pra que ele não perca mais tempo”, destacou a prefeita altaflorestense.

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